Com apoio da equipe multiprofissional, Eduarda celebrou sua união em uma cerimônia marcada por emoção, fé e o verdadeiro significado do cuidado integral.

Eduarda Albuquerque viveu um dos momentos mais marcantes de sua vida: seu casamento com Caimy Rodrigues, companheiro de anos e pai de seus dois filhos.
Em meio aos desafios impostos pela doença, um sonho ganhou forma, cor e significado dentro do Hospital São Judas Tadeu (a unidade de cuidados paliativos e atenção ao idoso do Hospital de Amor), em Barretos (SP). No dia 20 de março de 2026, Eduarda Albuquerque de Moura, de 31 anos, viveu um dos momentos mais marcantes de sua vida: seu casamento com Caimy Alonso Rodrigues, de 32 anos, companheiro de anos e pai de seus dois filhos.
Natural de Paraty (RJ), formada em Direito, católica e filha única, Eduarda construiu ao lado de Caimy uma história de amor sólida, que ficou ainda mais linda com a chegada de Ravi, de 4 anos, e Luna, de 3 — ambos pajens na cerimônia, tornando o momento ainda mais simbólico e emocionante.
O desejo de oficializar essa união sempre existiu no coração de Eduarda, mas foi em março, durante uma conversa com Capelão do HA, que ela mostrou que esse seria o momento. Além do casamento, Eduarda também manifestou a vontade de receber o batismo na Igreja Católica. Já em cuidados paliativos, encontrou no acolhimento da equipe a possibilidade de transformar esse sonho em realidade.
Diagnosticada com sarcoma de partes moles no joelho direito, com metástases linfonodais e pulmonares, Eduarda chegou ao Hospital de Amor em janeiro deste ano. Sua trajetória até o diagnóstico começou meses antes, após uma cirurgia estética, quando passou a sentir dores intensas no joelho. Inicialmente tratada como uma condição inflamatória, a investigação evoluiu até a confirmação de um sarcoma de células claras.

Ao lado de Caimy, Eduarda construiu uma história de amor sólida, que ficou ainda mais linda com a chegada de Ravi e Luna.
Mesmo diante de um cenário delicado, Eduarda nunca deixou de lado seus desejos e sonhos. E foi justamente essa dimensão humana que mobilizou a equipe da unidade de cuidados paliativos a organizar cada detalhe da cerimônia.
Realizado na Capela São Judas Tadeu, dentro da própria unidade, o casamento contou com vestido de noiva, maquiagem, cuidados estéticos, decoração e música — tudo preparado com o apoio de colaboradores e parceiros do hospital. Ao lado dos filhos e de alguns familiares, o casal viveu uma tarde repleta de conexão, significado e amor!
De acordo com a psicóloga do Hospital São Judas Tadeu e uma das organizadoras da cerimônia, Marcela Ribeiro, a experiência foi inesquecível para todos os envolvidos. “Na última semana, tive o privilégio de vivenciar um momento profundamente tocante, marcado por afeto e cuidado: o casamento de Eduarda e Caimy. Dois jovens que, ao se encontrarem, construíram uma linda família e cultivavam o desejo de oficializar essa união”.
Para ela, as lágrimas presentes durante a celebração não eram de tristeza, mas de comoção diante da beleza daquele instante. “Momentos como esse traduzem, de forma singular, a essência dos cuidados paliativos: dar vida aos dias”, declarou.
Mais do que uma cerimônia, o casamento simboliza um cuidado que vai além do tratamento clínico. Representa o compromisso com a dignidade, com a espiritualidade e com os laços que dão sentido à vida. “A doença não define a totalidade da existência. As pessoas seguem sendo atravessadas por anseios, vínculos, medos e esperanças. O adoecimento constitui apenas uma dimensão da vida, e não a sua totalidade”, reforça a profissional.
No Hospital de Amor, histórias como a de Eduarda reafirmam diariamente que cuidar também é tornar possível o que dá sentido à vida, mesmo nos momentos mais delicados. Acima de tudo, cuidar é garantir que cada instante seja vivido com respeito, significado e amor!

Ao lado dos filhos e de alguns familiares, o casal viveu uma tarde repleta de conexão, significado e amor na Capela São Judas Tadeu.
