
Pesquisadores do Hospital de Amor, referência em prevenção tratamento e pesquisa oncológica no Brasil, alcançaram um marco significativo na ciência global com a publicação de um estudo inovador na prestigiada revista The Lancet Regional Health – Americas, um dos periódicos científicos de maior impacto no mundo. O artigo, intitulado “Clinical and molecular characterization of a large Brazilian lung cancer cohort: a real-world observational study”, apresenta uma análise aprofundada da caracterização clínica e molecular do câncer de pulmão em uma coorte brasileira robusta, com implicações diretas para o aprimoramento dos protocolos de tratamento.
O estudo, conduzido integralmente por pesquisadores do Hospital de Amor e realizado com mais de 1.000 participantes em suas unidades de Barretos (SP) e Porto Velho (RO), destaca-se por sua representatividade étnica e abordagem molecular no contexto SUS. A pesquisa combinou o perfil molecular dos tumores com dados clínicos e informações sobre a ancestralidade dos pacientes, revelando particularidades genéticas da população brasileira, que é altamente miscigenada.
O autor principal do artigo é Rodrigo de Oliveira Cavagna, natural de Barretos (SP) e pesquisador que realizou seu mestrado e doutorado no Hospital de Amor. A pesquisa foi orientada por Rui Manuel Reis e coorientada por Letícia Ferro Leal, ambos nomes de destaque na instituição. O trabalho contou com o fomento de importantes agências como o Ministério Público do Trabalho de Campinas, o PRONON, a CAPES, o CNPQ e a FAPESP.
Descobertas Chave e Impacto no Tratamento
Entre os achados mais relevantes, o estudo identificou alterações oncogênicas em 88% dos pacientes, com destaque para os genes TP53 (58%), KRAS (25,6%) e EGFR (20,6%). A pesquisa demonstrou que mutações no gene TP53 estão associadas a fatores como tabagismo e metástases no sistema nervoso central. Notavelmente, o estudo revelou que pacientes com maior ancestralidade africana apresentaram uma probabilidade significativamente maior de ter essa mutação específica em seus tumores de pulmão. Essa descoberta é crucial para entender como a composição genética da população brasileira pode influenciar a biologia do câncer de pulmão e a resposta aos tratamentos.
Um dos impactos mais significativos do estudo reside na sua capacidade de refinar as estratégias terapêuticas. Os pesquisadores observaram que pacientes com mutações no gene TP53 que receberam quimioterapia apresentaram uma sobrevida significativamente maior. Por outro lado, em pacientes com mutação no gene EGFR tratados com inibidores de tirosina quinase (TKIs), a presença concomitante da mutação TP53 foi associada a uma redução drástica na sobrevida, indicando a necessidade de abordagens terapêuticas diferenciadas para este subgrupo.
“Nossa pesquisa reforça a importância de uma análise molecular abrangente para cada paciente, considerando não apenas as mutações mais comuns, mas também o contexto genético e a ancestralidade”, afirma Rodrigo de Oliveira Cavagna. “Esses dados nos permitem avançar na medicina de precisão, oferecendo um tratamento mais assertivo e personalizado, o que pode mudar o protocolo de tratamento para pacientes com câncer de pulmão não apenas no Hospital de Amor, mas em outras instituições.”
Ancestralidade e Equidade no Acesso
O estudo também sublinha a relevância da ancestralidade na manifestação do câncer de pulmão no Brasil. As frequências de mutações no gene EGFR, por exemplo, variaram conforme a região, sendo mais prevalentes em regiões com maior proporção de ancestralidade asiática ou indígena. Essa perspectiva é fundamental para promover a equidade no acesso a diagnósticos moleculares e terapias-alvo, especialmente em um sistema de saúde público como o SUS.
“A publicação na The Lancet é um reconhecimento do trabalho de excelência que o Hospital de Amor tem desenvolvido em pesquisa. Este estudo não apenas contribui para o avanço do conhecimento científico, mas também tem o potencial de transformar a prática clínica, garantindo que mais pacientes recebam o tratamento mais adequado às suas características genéticas”, destaca Rui Manuel Reis.
O Hospital de Amor reafirma seu compromisso com a pesquisa de ponta e a inovação, buscando constantemente novas formas de aprimorar o cuidado e a qualidade de vida dos pacientes com câncer.
Pontos importantes
No estudo, os pesquisadores utilizaram marcadores genéticos para estimar a ancestralidade de cada um dos 1.131 pacientes (dividindo-os em componentes de ancestralidade Europeia, Africana, Nativa Americana e Asiática).
Ao cruzar esses dados com o perfil molecular dos tumores, eles observaram que:
– Frequência de Mutações: 88% das amostras apresentaram alguma mutação, sendo que quase 60% são consideradas “acionáveis”, ou seja, há um tratamento específico para o paciente que tem a mutação.
– Gene mais alterado: As mutações no gene TP53 (que é um gene “supressor de tumor”) não ocorre de forma igual em todo mundo.
– Associação Estatística: A análise estatística mostrou que pacientes com uma maior proporção de ancestralidade africana tinham uma probabilidade significativamente maior (cerca de 1,5 vez mais chances) de apresentar essa mutação específica no tumor de pulmão, em comparação com pacientes de baixa ancestralidade africana.
Por que isso é importante? No Brasil, a população é muito miscigenada. Descobrir que a ancestralidade influencia o tipo de mutação que o câncer apresenta ajuda os médicos a entenderem por que certos tratamentos funcionam melhor em alguns grupos do que em outros.
No caso do TP53, como o estudo também mostrou que essa mutação está ligada a um prognóstico mais desafiador (especialmente quando ocorre junto com a mutação EGFR), saber que ela é mais frequente em pacientes com maior ancestralidade africana alerta para a necessidade de olhar com mais atenção para esses protocolos de tratamento para garantir que todos recebam a terapia mais assertiva.
Em resumo: o estudo mostra que a etnia genética (ancestralidade) parece “moldar” o tipo de alteração que o câncer terá, e a ancestralidade africana foi um fator que apareceu estatisticamente ligado a essa mutação específica (TP53).
Sobre o Hospital de Amor:
Referência em tratamento, prevenção, ensino e pesquisa em câncer, o Hospital de Amor (atual nome do Hospital de Câncer de Barretos) realizou em 2026 um total de 2.080.932 atendimentos (entre consultas, procedimentos e exames) em todas as suas unidades espalhadas pelo Brasil. Nesse período, foram atendidas 613.178 pessoas, oriundas de 2.711 municípios brasileiros. Isso quer dizer que, no ano passado, o HA cuidou de alguém vindo de 48.7% das cidades do país, de forma 100% gratuita. Atualmente, o déficit operacional da instituição ultrapassa R$ 1 milhão por dia, de acordo com o último balanço oficial divulgado.
Apoiado nos ideais de humanização, o HA possui diferenciais de destaque, sobretudo dentro do contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, como uma filial do maior centro de treinamento de cirurgia minimamente invasiva do mundo – o IRCAD; um dos maiores serviços de prevenção em câncer do Brasil, com o maior número de unidades móveis para rastreamento e detecção precoce do mundo; e um Instituto de Ensino e Pesquisa focado em oncologia, incluindo um Centro de Pesquisa em Oncologia Molecular, que proporciona não apenas a possibilidade de grandes avanços em pesquisa científica na área e a formação de profissionais extremamente qualificados, mas também um tratamento mais personalizado e assertivo aos seus pacientes.

Pesquisadores do Hospital de Amor, referência em prevenção tratamento e pesquisa oncológica no Brasil, alcançaram um marco significativo na ciência global com a publicação de um estudo inovador na prestigiada revista The Lancet Regional Health – Americas, um dos periódicos científicos de maior impacto no mundo. O artigo, intitulado “Clinical and molecular characterization of a large Brazilian lung cancer cohort: a real-world observational study”, apresenta uma análise aprofundada da caracterização clínica e molecular do câncer de pulmão em uma coorte brasileira robusta, com implicações diretas para o aprimoramento dos protocolos de tratamento.
O estudo, conduzido integralmente por pesquisadores do Hospital de Amor e realizado com mais de 1.000 participantes em suas unidades de Barretos (SP) e Porto Velho (RO), destaca-se por sua representatividade étnica e abordagem molecular no contexto SUS. A pesquisa combinou o perfil molecular dos tumores com dados clínicos e informações sobre a ancestralidade dos pacientes, revelando particularidades genéticas da população brasileira, que é altamente miscigenada.
O autor principal do artigo é Rodrigo de Oliveira Cavagna, natural de Barretos (SP) e pesquisador que realizou seu mestrado e doutorado no Hospital de Amor. A pesquisa foi orientada por Rui Manuel Reis e coorientada por Letícia Ferro Leal, ambos nomes de destaque na instituição. O trabalho contou com o fomento de importantes agências como o Ministério Público do Trabalho de Campinas, o PRONON, a CAPES, o CNPQ e a FAPESP.
Descobertas Chave e Impacto no Tratamento
Entre os achados mais relevantes, o estudo identificou alterações oncogênicas em 88% dos pacientes, com destaque para os genes TP53 (58%), KRAS (25,6%) e EGFR (20,6%). A pesquisa demonstrou que mutações no gene TP53 estão associadas a fatores como tabagismo e metástases no sistema nervoso central. Notavelmente, o estudo revelou que pacientes com maior ancestralidade africana apresentaram uma probabilidade significativamente maior de ter essa mutação específica em seus tumores de pulmão. Essa descoberta é crucial para entender como a composição genética da população brasileira pode influenciar a biologia do câncer de pulmão e a resposta aos tratamentos.
Um dos impactos mais significativos do estudo reside na sua capacidade de refinar as estratégias terapêuticas. Os pesquisadores observaram que pacientes com mutações no gene TP53 que receberam quimioterapia apresentaram uma sobrevida significativamente maior. Por outro lado, em pacientes com mutação no gene EGFR tratados com inibidores de tirosina quinase (TKIs), a presença concomitante da mutação TP53 foi associada a uma redução drástica na sobrevida, indicando a necessidade de abordagens terapêuticas diferenciadas para este subgrupo.
“Nossa pesquisa reforça a importância de uma análise molecular abrangente para cada paciente, considerando não apenas as mutações mais comuns, mas também o contexto genético e a ancestralidade”, afirma Rodrigo de Oliveira Cavagna. “Esses dados nos permitem avançar na medicina de precisão, oferecendo um tratamento mais assertivo e personalizado, o que pode mudar o protocolo de tratamento para pacientes com câncer de pulmão não apenas no Hospital de Amor, mas em outras instituições.”
Ancestralidade e Equidade no Acesso
O estudo também sublinha a relevância da ancestralidade na manifestação do câncer de pulmão no Brasil. As frequências de mutações no gene EGFR, por exemplo, variaram conforme a região, sendo mais prevalentes em regiões com maior proporção de ancestralidade asiática ou indígena. Essa perspectiva é fundamental para promover a equidade no acesso a diagnósticos moleculares e terapias-alvo, especialmente em um sistema de saúde público como o SUS.
“A publicação na The Lancet é um reconhecimento do trabalho de excelência que o Hospital de Amor tem desenvolvido em pesquisa. Este estudo não apenas contribui para o avanço do conhecimento científico, mas também tem o potencial de transformar a prática clínica, garantindo que mais pacientes recebam o tratamento mais adequado às suas características genéticas”, destaca Rui Manuel Reis.
O Hospital de Amor reafirma seu compromisso com a pesquisa de ponta e a inovação, buscando constantemente novas formas de aprimorar o cuidado e a qualidade de vida dos pacientes com câncer.
Pontos importantes
No estudo, os pesquisadores utilizaram marcadores genéticos para estimar a ancestralidade de cada um dos 1.131 pacientes (dividindo-os em componentes de ancestralidade Europeia, Africana, Nativa Americana e Asiática).
Ao cruzar esses dados com o perfil molecular dos tumores, eles observaram que:
– Frequência de Mutações: 88% das amostras apresentaram alguma mutação, sendo que quase 60% são consideradas “acionáveis”, ou seja, há um tratamento específico para o paciente que tem a mutação.
– Gene mais alterado: As mutações no gene TP53 (que é um gene “supressor de tumor”) não ocorre de forma igual em todo mundo.
– Associação Estatística: A análise estatística mostrou que pacientes com uma maior proporção de ancestralidade africana tinham uma probabilidade significativamente maior (cerca de 1,5 vez mais chances) de apresentar essa mutação específica no tumor de pulmão, em comparação com pacientes de baixa ancestralidade africana.
Por que isso é importante? No Brasil, a população é muito miscigenada. Descobrir que a ancestralidade influencia o tipo de mutação que o câncer apresenta ajuda os médicos a entenderem por que certos tratamentos funcionam melhor em alguns grupos do que em outros.
No caso do TP53, como o estudo também mostrou que essa mutação está ligada a um prognóstico mais desafiador (especialmente quando ocorre junto com a mutação EGFR), saber que ela é mais frequente em pacientes com maior ancestralidade africana alerta para a necessidade de olhar com mais atenção para esses protocolos de tratamento para garantir que todos recebam a terapia mais assertiva.
Em resumo: o estudo mostra que a etnia genética (ancestralidade) parece “moldar” o tipo de alteração que o câncer terá, e a ancestralidade africana foi um fator que apareceu estatisticamente ligado a essa mutação específica (TP53).
Sobre o Hospital de Amor:
Referência em tratamento, prevenção, ensino e pesquisa em câncer, o Hospital de Amor (atual nome do Hospital de Câncer de Barretos) realizou em 2026 um total de 2.080.932 atendimentos (entre consultas, procedimentos e exames) em todas as suas unidades espalhadas pelo Brasil. Nesse período, foram atendidas 613.178 pessoas, oriundas de 2.711 municípios brasileiros. Isso quer dizer que, no ano passado, o HA cuidou de alguém vindo de 48.7% das cidades do país, de forma 100% gratuita. Atualmente, o déficit operacional da instituição ultrapassa R$ 1 milhão por dia, de acordo com o último balanço oficial divulgado.
Apoiado nos ideais de humanização, o HA possui diferenciais de destaque, sobretudo dentro do contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, como uma filial do maior centro de treinamento de cirurgia minimamente invasiva do mundo – o IRCAD; um dos maiores serviços de prevenção em câncer do Brasil, com o maior número de unidades móveis para rastreamento e detecção precoce do mundo; e um Instituto de Ensino e Pesquisa focado em oncologia, incluindo um Centro de Pesquisa em Oncologia Molecular, que proporciona não apenas a possibilidade de grandes avanços em pesquisa científica na área e a formação de profissionais extremamente qualificados, mas também um tratamento mais personalizado e assertivo aos seus pacientes.