Março Marinho: HA alerta sobre prevenção do câncer colorretal

Para o Brasil, são estimados mais de 40 mil novos casos registrados por ano, sendo 20.520 na população masculina e 20.470 na população feminina.

Março é o mês de prevenção do câncer colorretal, tumor que já ocupa o segundo lugar no ranking dos dez mais incidentes entre homens e mulheres. Para o Brasil, são estimados mais de 40 mil novos casos registrados por ano, sendo 20.520 na população masculina e 20.470 na população feminina. Com o objetivo de incentivar a prevenção e a detecção precoce deste tipo de câncer, criou-se a campanha “Março Marinho”, em alusão ao “Dia Nacional de Combate ao Câncer de Intestino”, comemorado em 27/3.

O teste de imunoquímica fecal (conhecido também como teste FIT) é uma das formas de diagnosticar a doença;

Apesar dos números serem alarmantes, o câncer colorretal ainda é pouco divulgado. Conhecer a doença, seus fatores de risco e saber quais são as principais formas de preveni-la, é fundamental para evitá-la. Você conhece esse tipo de câncer?

Os cânceres colorretais são aqueles que acometem o trato digestivo (intestino grosso e reto). Esses tumores são considerados mais passíveis de prevenção, pois a evolução natural deles é bem conhecida pela medicina: eles começam com lesões precursoras, ou seja, lesões pré-malignas que são detectáveis e que podem ser removidas. Com essas medidas, é possível interromper a progressão do tumor. Geralmente, as chamadas ‘lesões precursoras’ não apresentam sintomas (como sangramentos ou dores), por isso, para identificá-las, é necessário submeter o indivíduo a um rastreamento para prevenir a evolução da doença.

A colonoscopia (que é um exame de vídeo para visualizar o interior do intestino grosso e a parte final do intestino delgado) é outro método para realizar o rastreamento.

De acordo com a médica endoscopista e coordenadora do programa de rastreamento de câncer colorretal do Hospital de Amor, Dra. Denise Peixoto Guimarães, existem dois exames que podem ser utilizados para realizar o rastreamento desse tipo de tumor, sendo eles: o teste de imunoquímica fecal (conhecido também como teste FIT ou exame de sangue oculto nas fezes) e a colonoscopia (que é um exame de vídeo para visualizar o interior do intestino grosso e a parte final do intestino delgado). Cabe ao médico indicar qual é a melhor opção para cada paciente.

Desde 2015, o HA conta com seu programa de rastreamento e, de lá para cá, já foram alcançadas 16.713 pessoas com ele. “O programa de rastreamento através do teste FIT é indicado para um público bem específico: homens e mulheres que tenham entre 50 e 65 anos; que não tenham feito nenhum exame de colonoscopia ou de retossigmoidoscopia nos últimos 5 anos; e não tenham nenhum histórico de doença inflamatória intestinal e de pólipos colorretais. É muito importante que esses critérios sejam respeitados, pois caso a pessoa não se enquadre nesse perfil, o exame pode não ser a melhor opção para o paciente”, afirmou a médica.

Segundo a especialista, os sintomas só irão se manifestar quando a doença já estiver em estado avançado. Nesse momento, o tratamento já não é tão eficaz, e as chances de cura, menores ainda. “Nessa hora, os principais sintomas a serem percebidos são: sangramento nas fezes, dor abdominal ou nódulo abdominal, emagrecimento ou anemia”, explicou.

 

Fatores de risco

Dra. Denise Guimarães é a médica endoscopista responsável pelo programa de rastreamento de câncer colorretal do HA.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam que os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer no intestino são: idade igual ou acima de 50 anos; excesso de peso corporal e alimentação não saudável; excessivo consumo de carnes processadas (como por exemplo, salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru e salame) e a ingestão de carne vermelha (acima de 500 gramas de carne cozida por semana) também aumentam o risco para este tipo de câncer.

Outros fatores relacionados à maior chance de desenvolvimento da doença são história familiar de câncer de intestino, história pessoal de câncer de intestino, ovário, útero ou mama, além de tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas.

“Evitar qualquer um desses fatores de risco, ou seja, praticar atividade física, manter uma alimentação saudável, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo, além de consultar o médico regularmente, são formas primárias de prevenção contra esse tipo de tumor. É fundamental conscientizarmos a população e os médicos sobre o câncer colorretal. Ele é passível de prevenção, então, por meio de informação correta e de qualidade, conseguimos diminuir o número de casos e fazer com que menos pessoas sofram e morram em decorrência desse tumor”, concluiu Dra. Denise.

 

Previna-se!

Se você se enquadra nos requisitos e faz parte do público-alvo do programa de rastreamento, venha até o Instituto de Prevenção do Hospital de Amor ou entre em contato através do telefone (17) 3321-6600, ramal 7194.

 

Segundo a última estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados, no Brasil, mais de 30 mil novos casos de câncer de pulmão, para cada ano do triênio 2020-2022. A doença ocupa, atualmente, a terceira colocação no ranking dos tipos de câncer mais incidentes no país, exceto pele não melanoma, mas ainda é o primeiro quando se fala em taxa de mortalidade. Isso ocorre, principalmente, por conta de seu desenvolvimento silencioso, que, quando chama a atenção por meio de sinais e sintomas, geralmente, já está em fase avançada e sem ou com poucas chances de cura.

Apesar dos diversos fatores que favorecem a ocorrência do câncer de pulmão, como exposição a agentes cancerígenos químicos ou físicos, infecções pulmonares de repetição, doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica) e fatores genéticos, o tabagismo ainda é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença, com até 85% dos casos diagnosticados associados ao consumo e exposição passiva aos derivados do tabaco.

“Nem todo indivíduo que fuma ou fumou desenvolverá câncer de pulmão, e isso ainda é realmente difícil de se prever, mas sabe-se que a chance de seu desenvolvimento está diretamente relacionada à carga de tabaco com a qual que se teve contato”, explica o médico radiologista do Hospital de Amor, Rodrigo Sampaio Chiarantano. Sabe-se também que a mortalidade em decorrência da doença entre os fumantes é cerca de 15 vezes maior do que entre pessoas que nunca fumaram, já entre os ex-fumantes essa taxa chega a ser quatro vezes maior.

Unidade móvel do HA equipada com um tomógrafo computadorizado de baixa dose para fazer o acompanhamento da população de risco.

Pioneirismo
Com o intuito de reduzir tais taxas, o HA lançou, em 2019, um programa de rastreamento ativo de câncer de pulmão como parte de uma iniciativa mais ampla da instituição, que se destaca por incluir também atividades de prevenção primária e pesquisa científica de ponta com marcadores biomoleculares. Para que isso fosse possível, o Hospital de Amor contou com a colaboração da Secretaria Municipal de Saúde de Barretos, facilitando o treinamento e a constituição de grupos de cessação de tabagismo em suas unidades básicas de saúde (UBSs), que posteriormente passaram a enviar indivíduos elegíveis.

Em um formato pioneiro na América Latina, uma unidade móvel foi equipada com um tomógrafo computadorizado de baixa dose e direcionada a fazer o acompanhamento da população de risco. O programa é o único no Brasil que integra dados de diversas esferas da área da saúde e oferece gratuitamente esse exame aos usuários do Sistema Único de Saúde.

Inicialmente, o projeto atendeu com exclusividade os encaminhamentos dos participantes dos grupos de cessação de tabagismo, mas, desde janeiro deste ano, o rastreamento está disponível para todos os indivíduos que fazem parte do grupo de risco e que residem em um dos 18 municípios que compõem Departamento Regional de Saúde de Barretos (DRS-V).

O Dr. Rodrigo Chiarantano explica que existem alguns critérios que definem a situação de alto risco para se desenvolver câncer de pulmão. “O mais amplamente empregado é: ter entre 55 e 75 anos, ser fumante atual ou ex-fumante que tenha parado há menos de 15 anos, com uma carga tabágica igual ou maior que 30 (essa carga tabágica se obtém quando multiplicamos o número de anos que a pessoa fumou pelo número de maços de cigarro que fumava em média por dia; assim, se alguém fumou dois maços por dia, por 25 anos, terá uma carga tabágica de 50, superior a 30, e, portanto, de alto risco)”.

Aproximadamente 500 pessoas já realizaram o exame na unidade móvel, mas a expansão do projeto prevê números muito maiores.

Até o momento, aproximadamente 500 pessoas já realizaram o exame. Entre elas, um caso já foi diagnosticado e outros nove estão sendo investigados. Mas a expansão do projeto prevê números muito maiores. Segundo seu escopo inicial, a proporção da população que se enquadra nos critérios foi estimada em 3%, significando, só Barretos, cerca de 3.400 pessoas e na DRS-V mais de 13 mil pessoas com alto risco para desenvolver câncer de pulmão, grupo para o qual o rastreamento por tomografia de baixa dose é indicado de forma periódica.

Outro diferencial é o laudo que foi elaborado para o programa, pensando em tornar a informação mais acessível ao paciente. O documento é composto por texto em linguagem mais simples e direta, acompanhado de um reforço visual que ilustra o significado dos achados. No laudo, são descritos os achados do exame potencialmente relacionados ao tabagismo e explicados os passos seguintes a partir dali. Ele foi desenvolvido pensando no melhor entendimento do indivíduo participante, estimulando o autocuidado e a vigilância de saúde. Os pacientes têm retornado com grande satisfação. Alguns deles relataram, inclusive, que o processo de rastreamento como um todo auxiliou na decisão de parar de fumar.

Avanços científicos
Consequência da seriedade e qualidade do programa de prevenção e rastreamento de câncer de pulmão, o Hospital de Amor foi aceito como colaborador em um grande consórcio de pesquisa internacional, o International Lung Cancer Consortium (ILCCO), que possibilitará melhorar o entendimento da genética relacionada ao câncer de pulmão, a melhor caracterização de grupos de risco e de fatores de decisão em relação aos achados de exame. “Trata-se de pesquisa de ponta e de qualidade, com grande potencial de contribuição para a ciência e para a redução da mortalidade por câncer de pulmão. Com base em informações obtidas sob consentimento em amostras biológicas dos indivíduos participantes, diversas características genéticas e biomoleculares estão sendo investigadas, traçando um perfil particular da nossa população, que se somam aos dados já obtidos de outras populações ao redor do mundo”, ressalta o radiologista.

Como participar
Os indivíduos que se enquadrem nos critérios para o rastreamento podem realizar o agendamento do exame pelo telefone (17) 3321-6600 – ramal 7010 ou 7080; o contato também está disponível para os fumantes ou ex-fumantes há menos de 15 anos que tiverem dúvidas sobre os critérios.

Apesar dos diversos fatores que favorecem a ocorrência do câncer de pulmão, como exposição a agentes cancerígenos químicos ou físicos, infecções pulmonares de repetição, doença pulmonar obstrutiva crônica e fatores genéticos, o tabagismo ainda é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença, com até 85% dos casos diagnosticados associados ao consumo e exposição passiva aos derivados do tabaco.
De acordo com Dr. Júlio, a possibilidade de maior exposição a relações sexuais ocasionais e, principalmente, sem proteção durante este período, aumenta os riscos de se contrair ISTs.

O Carnaval chegou e com ele muita festa, animação, fantasia, brilho e o preparo dos foliões que irão curtir o feriado prolongado. Mas, todo cuidado é pouco quando o assunto é saúde e a prevenção contra os perigos que podem se intensificar durante este período. A atenção deve ser a regra básica para se viver intensamente esse momento. Devido à possibilidade de exposição a um números elevados de doenças, especialmente aquelas que são sexualmente transmitidas, o Hospital de Amor alerta sobre esses riscos para quem vai curtir a folia.

Você sabia que os diagnósticos de HPV (sigla em inglês para ‘Papilomavírus humano’ – nome genérico de um grupo de vírus que engloba mais de cem tipos diferentes, que pode provocar a formação de verrugas na pele e nas regiões oral, anal, genital e da uretra, e podem ser precursoras de tumores malignos) aumentam em datas festivas como o carnaval?

De acordo com o coordenador do programa de prevenção de câncer do Instituto de Prevenção do HA, Dr. Júlio César Possati Resende, a possibilidade de maior exposição dos indivíduos a relações sexuais ocasionais e, principalmente, sem proteção durante o período de festas de carnaval, aumenta os riscos de se contrair infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). “A infecção pelo Papilomavírus humano representa uma das mais frequentes ISTs e, por isso, todos devem estar atentos às medidas de prevenção e não abrir mão do uso de preservativos durante as relações”, afirmou.

Todo cuidado é pouco quando o assunto é saúde e a prevenção contra os perigos aos quais as pessoas são expostas nas festas.

Para a maioria dos indivíduos, o HPV não apresenta qualquer sintoma após o primeiro contato e apresenta taxas semelhantes de infecção para homens e mulheres. Entretanto, algumas pessoas podem apresentar verrugas na região genital, que se desenvolvem após cerca de 1 e 2 semanas após o contato e que, normalmente, desaparecem espontaneamente com menos de 15 dias. “Ao identificar essas lesões, o indivíduo deve procurar atendimento médico para detalhamento do diagnóstico e acompanhamento adequado”, relatou o médico.

O principal risco das infecções por HPV se dá à longo prazo, quando o organismo não consegue bloquear a ação viral e ela se torna persistente, principalmente entre as mulheres com infecções, onde há o risco de desenvolvimento das chamadas lesões intraepiteliais, cujo colo do útero é o principal local acometido. Vale ressaltar que, em alguns casos, essas lesões serão precursoras e, após aproximadamente 10 anos, poderão evoluir para o câncer do colo uterino.

Prevenção
Segundo o ginecologista, a principal medida de prevenção à infecção pelo HPV é o uso de preservativos em todas as relações sexuais (já que a camisinha protege também contra outras doenças e aquela gravidez indesejada no carnaval). Outra forma muito eficaz de se prevenir a doença é a vacinação contra o vírus, que deve ser administrada para meninas de 9 a 14 anos, para meninos de 11 a 13 anos, e que está disponível nos postos de vacinação da rede pública de saúde. “A vacina não evita que você pegue a doença, mas apresenta ao seu corpo as partículas do vírus para que ele saiba como se defender, caso a pessoa tenha o contato com o HPV”, explicou Resende.

Antes de vestir sua fantasia e se jogar nos bloquinhos, atente-se a todos os cuidados que devem ser tomados. Bom divertimento!

Fique atento!
Entre tantas outras ISTs que podem ser adquiridas nesta época de carnaval, é importante destacar ainda duas em especial: Sífilis e HIV. Ambas podem evoluir para quadros graves se não diagnosticadas precocemente, inclusive, levando à morte em casos mais agressivos e de difícil controle. “É fundamental estarmos atentos para as medidas de prevenção, e o uso do preservativo é ato de responsabilidade e garantia de saúde”, finalizou o médico.
Portanto, antes de vestir sua fantasia e se jogar nos bloquinhos, atente-se a todos os cuidados que devem ser tomados:
– Mantenha-se hidratado;
– Cuide da sua alimentação;
– Use e abuse do protetor solar;
– Opte por roupas leve e confortáveis;
– Tome cuidado com seu copo;
– Esteja com os documentos em mãos e protegidos;
– Opte por andar em grupo e nunca sozinho(a);
– Saiba ouvir e falar ‘não’;
– Use preservativo;
– Seja feliz.

O cuidado com a saúde mental é um assunto que está cada vez mais em evidência, inclusive, no ambiente de trabalho. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão ocupa o 1º lugar no ranking de doenças, quando considerado o tempo vivido com incapacitação ao longo da vida (11,9%). A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) relatou, em relatório apresentado em 2019, que o Brasil apresenta as maiores taxas de incapacidade causada por depressão (9,3%) e ansiedade (7,5%) do continente americano. Diante desses dados preocupantes, é extremamente necessário instituir uma política de prevenção. Sabendo do aumento do índice de pessoas afetadas, o governo federal publicou em abril do ano passado, a Lei nº 13.819/2019, que regulamenta a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, que estimula ainda mais iniciativas que promovem o bem-estar e a saúde mental.

Durante o Janeiro Branco, ocorreram diversas atividades referentes à saúde mental, destinadas para os colaboradores das duas instituições, que participaram de palestras, atividades de pinturas lúdicas e ginástica laboral.

Com o intuito de realizar ações ligadas ao autocuidado e inspirado pela campanha ‘Janeiro Branco’, o Grupo de Trabalho de Humanização do Hospital de Amor promoveu a 1ª “Semana de Conscientização da Saúde Mental”, nos dias 20, 21, 22 e 23 de janeiro, na Santa Casa de Misericórdia de Barretos e na unidade adulta do HA. Durante a programação, ocorreram diversas atividades referentes à saúde mental, destinadas exclusivamente para os colaboradores das duas instituições, que participaram de palestras, atividades de pinturas lúdicas e ginástica laboral.

Segundo a psicóloga da instituição, Dra. Mariana Ducatti, foi a primeira vez que o HA participou da campanha ‘Janeiro Branco’, por isso, ficou definido que a ação seria voltada apenas para os funcionários e não para os pacientes, que já contam com o apoio da equipe de psicólogos do hospital. A campanha, que teve como tema “Diferentes Tipos de Cuidado”, foi promovida em parceria com os alunos do curso de psicologia, da Faculdade Barretos.

A iniciativa ‘Janeiro Branco’ foi criada em 2014, em Uberlândia (MG), por um grupo de psicólogos. A mobilização já ganhou amplitude mundial, alcançando países como Estados Unidos, Japão e Portugal. Inicialmente, o propósito da ação era convidar a população para discutir sobre felicidade e qualidade de vida. Agora, possui uma amplitude maior: janeiro foi escolhido por representar, de maneira simbólica, um mês de renovação e de novos projetos pessoais e profissionais.

Luis Roberto Toneti é um dos voluntários que oferece sessões de reiki no Instituto de Prevenção para as pacientes.

Diferentes tipos de cuidado
A palestra ‘Diferentes tipos de cuidado: como identificar e como se cuidar’, ministrada por alunos do curso de psicologia e que abriu as atividades no dia 20, teve como objetivo apresentar a campanha “Janeiro Branco” e dar dicas de autocuidado. Simultaneamente, os colaboradores tiveram acesso a sessões de reiki, oferecidas por voluntários.

Luis Roberto Toneti é um dos voluntários da Associação Voluntária de Combate ao Câncer (AVCC) e atua no Hospital de Amor há quatro anos. Desde 2019, ele oferece sessões no Instituto de Prevenção para as pacientes. “O reiki é uma energia de amor e nós percebemos que tudo o que é feito para os pacientes no hospital, é feito com muito zelo. Nós trabalhamos com amor e sabemos que os colaboradores da instituição têm essa missão: tratar todas as pessoas com esse sentimento. Sendo assim, nós temos o intuito de oferecer boas energias para todos”, afirmou Luís, que percebeu ótima receptividade por parte dos colaboradores.

Ao todo, 32 funcionários participaram das sessões, dentre eles, a recepcionista Lúcia Helena Domingos, que atua na instituição há sete anos. Ela, que afirmou ter saído energizada da sua primeira experiência com a técnica, também participou da ginástica laboral, no dia 22. “Adorei fazer os exercícios e espero que esta atividade possa continuar. A ginástica laboral é muito importante para ajudar a gente a relaxar e melhorar a postura”, ressaltou. No mesmo dia, a Dra. Mariana apresentou para os líderes do HA a Lei nº 13.819/2019, e aproveitou para tirar dúvidas sobre o tema.
Já a participação da equipe de terapeutas ocupacionais de ambas instituições ocorreu no dia 21, quando os profissionais preparam um momento de relaxamento durante os exercícios lúdicos, com direito a pintura e momentos de reflexão.

Caroline Krauser é enfermeira do departamento de psiquiatria do HA e instrutora de terapia cognitiva baseada em mindfulness.

Para encerrar o evento, a enfermeira do departamento de psiquiatria do Hospital de Amor e instrutora de terapia cognitiva baseada em mindfulness, Caroline Krauser, foi convidada para falar sobre mindfulness e o seus benefícios, no dia 23, no Centro de Eventos Dr. Paulo Prata. “Mindfulness pode nos ajudar de diversas maneiras e em várias situações. Hoje, a ciência mostra que a técnica é eficaz para prevenção de sintomas depressivos, ligados à ansiedade, dor crônica, para redução do estresse e melhora da qualidade de vida, e para quem deseja estabelecer uma relação mais consciente e saudável com seus pensamentos e sentimentos”, relatou a especialista, que aplicou algumas técnicas durante a sua apresentação.

Caroline também enfatizou sobre a importância de ações focadas no bem-estar e na saúde mental. “Existem diversas campanhas de prevenção de câncer na instituição, o que é de extrema importância. Porém, nunca havíamos falado sobre saúde mental para os colaboradores. Só das pessoas perceberem o impacto da saúde mental em suas vidas e de poderem falar sobre isso no local de trabalho, já é um começo incrível”, declarou a enfermeira.

Para Laura Nunes, encarregada de hotelaria e líder do Grupo de Trabalho de Humanização, a ação foi um sucesso, pois possibilitou a integração da equipe e o surgimento de novas ideias e possíveis projetos, que poderão ampliar ainda mais o trabalho do grupo no HA ao longo do ano.

A mobilização já ganhou amplitude mundial, alcançando países como Estados Unidos, Japão e Portugal. Inicialmente, o propósito da ação era convidar a população para discutir sobre felicidade e qualidade de vida. Agora, possui uma amplitude maior: janeiro foi escolhido por representar, de maneira simbólica, um mês de renovação e de novos projetos pessoais e profissionais.

O câncer de cabeça e pescoço compreende os tumores que atingem a cavidade nasal, seios da face, boca, laringe e faringe. Como a boca e a garganta são órgãos essenciais para o ser humano, pois participam de vários processos importantes, como a respiração, fala, alimentação, mastigação e deglutição, é preciso conhecer os sinais e sintomas desta doença, que hoje representa a segunda maior incidência em homens brasileiros. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o ano de 2018 apresentou uma estimativa de 14.700 novos casos de tumor de boca (lábios e interior da cavidade oral) e 7.670 de laringe.

Uma ferida na boca que não cicatriza, um sangramento sem motivo aparente, um corrimento nasal malcheiroso que não passa, rouquidão e nódulos no pescoço podem ser sinais de câncer de cabeça e pescoço e precisam ser investigados com urgência.

O que é o câncer de boca?
Normalmente, o câncer de boca se apresenta como uma ferida que não cicatriza, podendo ser dolorosa ou não. Pode ocorrer nos lábios, no revestimento interno da boca (mucosa bucal), nas gengivas, na língua, na parte da boca que fica debaixo da língua (assoalho da boca), o céu da boca (palato duro) e a área atrás dos dentes do siso (conhecido como trígono retromolar).

O que é câncer de garganta?
A garganta é um termo popular que engloba as regiões da orofaringe, hipofaringe e laringe.

O câncer orofaríngeo é o que se desenvolve na parte da garganta localizada atrás da boca. Essa região inclui a base da língua (a parte de trás da língua), o palato mole, as amídalas, os pilares, as paredes laterais e posteriores da orofaringe.

A hipofaringe é a região da faringe que se localiza inferiormente à orofaringe e fica atrás da laringe (caixa da voz ou ‘Pomo de Adão’), que é um órgão que contém as pregas vocais, responsável pela produção da voz, que se fecha quando comemos e se abre quando respiramos.

Uma ferida na boca que não cicatriza, um sangramento sem motivo aparente, um corrimento nasal malcheiroso que não passa, rouquidão e nódulos no pescoço podem ser sinais de câncer de cabeça e pescoço e precisam ser investigados com urgência.

Quais são os fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço?
• Álcool: assim como em outros tipos de câncer, o consumo frequente de álcool e o alcoolismo são fatores que aumentam o risco de aparecimento destas lesões.

• Tabaco: o tabagismo (hábito de fumar) é o principal fator isolado que causa o câncer de cabeça e pescoço. Parar com o tabagismo é uma medida fundamental para reduzir o risco de se desenvolver uma neoplasia de cabeça e pescoço.

• Infecções virais pelo vírus do papiloma humano (HPV): o HPV é um vírus transmitido principalmente pelas relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, no pênis, no ânus, colo de útero, cavidade oral e orofaringe. Em alguns casos, essa lesão pode estar presente também na pele, nas cordas vocais (laringe) e no esôfago. Estas lesões são associadas com o aparecimento do câncer nestas regiões.

• Infecções do vírus de Epstein-Bar (EBV): é um vírus que infecta os linfócitos B e afeta a grande maioria dos seres humanos. No entanto, somente alguns indivíduos adquirem a mononucleose infecciosa – uma manifestação do vírus transmitida por contato com outras salivas. Sendo assim, transmitido massivamente pelo beijo. Em sua manifestação aguda, pode causar febre, dor de garganta, mal-estar e fadiga. Sua exposição crônica (e mais rara) pode estar carregada de oncogenes que aumentam a permanência de alguns tipos de células, gerando a probabilidade de ocorrer carcinomas da nasofaringe, linfoma de Burkitt ou de Hodgkin.

• Bebidas quentes: por agredir as células da mucosa, o consumo de bebidas ou comidas muito quentes torna-se um fator de risco secundário. O consumo diário e prolongado de bebidas tradicionalmente servidas em temperaturas altas (como o chimarrão, por exemplo) aumenta o risco de câncer de boca, assim como, o câncer de esôfago.

• Exposição excessiva ao sol: é a grande responsável pelo aparecimento do câncer de pele na região da cabeça e pescoço.

Após identificar algum sintoma e sua permanência, é indicada a realização de uma consulta com um médico de confiança. Nesse caso, o profissional deverá solicitar outros exames para confirmar ou não o diagnóstico.

Como prevenir o câncer de cabeça e pescoço?
• Boa higiene bucal: escovar bem os dentes, ter próteses dentárias bem ajustadas e o acompanhamento regular de um dentista é muito importante, pois poderá ser detectado precocemente uma lesão suspeita na cavidade oral.

• Tabagismo: não fumar charuto, cachimbo, cigarro ou derivados é a melhor maneira de evitar a maioria dos cânceres de boca, faringe e laringe.

• Álcool: evitar o uso de bebidas alcoólicas é outro método preventivo efetivo muito importante.

• Dieta: uma dieta balanceada, a base de vegetais como cenoura, abóbora, espinafre, couve, batata doce e frutas como mamão (todas essas ricas em betacaroteno) é uma medida protetiva. Um bom consumo de proteínas e minerais também é um fator preventivo.

• Cuidados na exposição solar: usar protetor solar, boné, chapéu ou outro tipo de proteção quando ficar exposto ao sol, pode prevenir o câncer de pele na face, couro cabeludo e pescoço.

Quais são os sinais e sintomas do câncer de boca e garganta?
Ao identificar a existência de algum dos sintomas e sua permanência por mais de duas semanas, é indicada a realização de uma consulta com um médico de confiança. Nesse caso, o profissional deverá solicitar outros exames para confirmar ou não o diagnóstico.

Muitos desses sinais e sintomas podem ser causados por outros tipos de câncer ou por doenças menos graves e benignas. Mas, quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, maiores as chances de cura. Veja abaixo os sintomas que você deve ficar atento para prevenir um câncer de boca ou garganta:

– Ferida na boca sem cicatrização (sintoma mais comum);
– Dor na boca que não passa (também muito comum, mas em fases mais tardias);
– Nódulo persistente ou espessamento na bochecha;
– Área avermelhada ou esbranquiçada nas gengivas, língua, amídala ou revestimento da boca;
– Irritação, dor na garganta ou sensação de que alguma coisa está presa ou entalada na garganta;
– Dificuldade ou dor para mastigar ou engolir;
– Dificuldade ou dor para mover a mandíbula ou a língua;
– Inchaço da mandíbula que faz com que a dentadura ou prótese perca o encaixe ou incomode;
– Dentes que ficam frouxos ou moles na gengiva ou dor em torno dos dentes ou mandíbula;
– Mudanças persistentes na voz ou respiração ruidosa;
– Caroços no pescoço;
– Perda de peso;
– Mau hálito persistente.

Quais são os tumores malignos relacionados a cavidade bucal?
Carcinoma Espinocelular
Mais de 90% dos cânceres de boca e garganta são carcinomas de células escamosas, também chamados de carcinomas espinocelulares ou ainda, carcinomas epidermóides. Tratam-se de células escamosas achatadas, que normalmente revestem a cavidade bucal e a garganta. A forma inicial do carcinoma de células escamosas é chamada de carcinoma in situ, isto é, o câncer só está presente nas células da camada de revestimento, chamada de epitélio, e não invade as camadas mais profundas. Um carcinoma espinocelular invasivo significa que as células do câncer penetraram em camadas mais profundas da cavidade bucal e da orofaringe.

Carcinoma Verrugoso
O carcinoma verrugoso é uma variante do carcinoma espinocelular que responde por menos de 5% dos tumores da boca. É um câncer de baixa agressividade, que raramente produz metástases, mas que pode se espalhar profundamente pelos tecidos vizinhos. A remoção cirúrgica do tumor com boa margem de tecidos ao redor, é recomendada nesses casos.

Quais são os tumores relacionados à região do pescoço?
Os tumores malignos do pescoço podem ser primitivos (quando têm a origem no próprio pescoço) ou secundários (metastáticos, ou seja, que surgiram em outros órgãos e se disseminaram para o pescoço.) Qualquer tecido presente no pescoço pode originar um tumor, principalmente na faringe, laringe e tireoide. Há outros tipos de tumores específicos na região do pescoço:

Linfoma de Hodgkin
Trata-se de um tumor maligno originado no tecido linfático. Ele possui um crescimento lento, indolor, podendo gerar febre e perda de peso. Os linfonodos (os “caroços”, também conhecidos como ínguas) têm forma assimétrica, tornando-se parecidos com um “cacho-de-uvas” São dotados de uma superfície lisa e com limites definidos.

Linfoma não-Hodgkin
São linfonodos mais evoluídos, com formas simétricas no pescoço, podendo atingir cadeias linfáticas não relacionadas. Atinge e prejudica o tecido linfático do pescoço, apresentando infiltrações ou lesões nodulares submucosas com cor vermelha ou vinho. Podem estar distribuídos nos dois lados do pescoço, com uma consistência dura, fixa e indolor com infiltração para o tecido celular subcutâneo e pele.

Como realizar o diagnóstico de câncer de garganta?
Muitos casos de câncer de boca e garganta podem ser diagnosticados precocemente durante exames médicos ou dentários de rotina. Alguns cânceres produzem sintomas logo no início, levando o paciente a procurar o médico. Mas, infelizmente, muitos casos só provocam sintomas quando atingem um estágio avançado ou então, causam sintomas que parecem ser de outro problema, como dor de dente, por exemplo.
– Check-ups dentários regulares: que incluem o exame da boca, são importantes para a detecção precoce de lesões pré-cancerosas do câncer de boca e de garganta.

– Exames físicos: o médico examina o pescoço para poder checar a tireoide, a laringe e os linfonodos para checar se há algum tipo de caroço ou algo irregular ao engolir.

– Laringoscopia indireta: para este exame, o médico utiliza um espelho pequeno para chegar à sua garganta, analisando se há alguma área anormal e o movimento das cordas vocais. É um exame simples e indolor.

– Laringoscopia direta: é realizada a inserção de laringoscópio (um tubo fino e com luz) através de seu nariz ou sua boca para conseguir auxiliar a ver áreas que o espelho não alcança em sua garganta. A aplicação de uma anestesia local e um sedativo ajuda a prevenir qualquer tipo de engasgo e desconforto durante o exame. A anestesia geral também pode ser utilizada para fazer a pessoa dormir. Este exame pode ser feito tanto em uma clínica, como em um hospital.

– Tomografia computadorizada ou CT Scan: para realizar esse exame, o paciente, provavelmente, receberá um contraste para a laringe e o pescoço para que possa aparecer qualquer tipo de alteração ou neoplasia de uma forma clara nas fotos geradas pelo aparelho.

– Biópsia: a biópsia consiste em uma remoção do tecido supostamente cancerígeno para que as células desse material sejam analisadas por um patologista. Para a realização deste exame é utilizada a anestesia local ou a geral e a coleta do material ocorre pelo laringoscópio.

Para realizar o diagnóstico de câncer de boca, o médico ou o dentista verifica o céu da boca, o assoalho da boca, a parte interior dos lábios, das bochechas, linfonodos, a parte de trás da garganta e a língua do paciente.

Como realizar o diagnóstico de câncer de boca?
No caso do paciente possuir algum sintoma que possa sugerir o câncer oral, o médico ou o dentista checam a boca e a garganta dele, procurando anormalidades, caroços ou outros problemas. Neste exame, é verificado o céu da boca, o assoalho da boca, a parte interior dos lábios, das bochechas, linfonodos, a parte de trás da garganta e a língua (em sua extensão e laterais).

Se após esses exames, não for diagnosticado nada e os sintomas persistirem, é necessário procurar um médico especializado, como um otorrinolaringologista. Se o câncer oral for diagnosticado, é preciso que se descubra qual o seu estágio para iniciar o tratamento. É necessário verificar se as células cancerígenas não atingiram outros órgãos, realizando assim, o que se chama de metástase de câncer oral.

– Raios-X: esse exame é suficiente para poder identificar se o câncer se espalhou para outros locais da face.

– Tomografia computadorizada ou CT Scan: após uma injeção de contraste, esse exame funciona conectado a um computador que realiza imagens em raio-x. Ele é eficiente para mostrar se outro órgão foi acometido pela doença.

– Ressonância Magnética: instrumento que também realiza imagens detalhadas do corpo, mostrando se o câncer oral se espalhou.

– Endoscopia: o conhecido método funciona através de um fino e iluminado tubo que pode mostrar a sua garganta, a traqueia e os pulmões. Uma anestesia local pode ser utilizada para evitar o desconforto, dores e impedir engasgamentos.

Como ocorre o tratamento de cabeça e pescoço?
– Cirurgia: a cirurgia é o tratamento mais utilizado para o câncer de cabeça e pescoço, podendo ou não ser realizado em combinação com a radioterapia. A recuperação acaba sendo diferente para cada paciente e, por ser uma área sensível do corpo, as dores podem estar presentes nos primeiros dias depois do procedimento. Os medicamentos específicos para aliviar as dores devem ser discutidos com os médicos que estão cuidando do caso.
Depois da cirurgia, a face pode parecer diferente e a recuperação depende exclusivamente do tipo e da extensão do tumor. Tumores pequenos, geralmente, não costumam causar nenhuma alteração, mas no caso de tumores maiores, é necessário remover parte da mandíbula, dos lábios, do palato ou da língua. Nesses casos, existem cirurgias plásticas ou reconstrutivas que podem ser feitas para melhorar o aspecto visual. Assim como a cirurgia plástica, o acompanhamento de uma fonoaudióloga pode ajudar na recuperação da habilidade de mastigar, engolir ou falar – ações que podem ter sido afetados pela cirurgia.

– Quimioterapia e Radioterapia: a quimioterapia para câncer oral, geralmente, é aplicada nas veias, podendo ter associação com a radioterapia simultaneamente. Dependendo do tratamento e das reações, é necessário que o paciente fique um tempo no hospital.
Cada tipo de tratamento gera um tipo de reação, pois depende muito do tipo de medicação aplicada e da quantidade. Esses fatores podem resultar em dores na boca, boca seca, efeitos colaterais, infecção e mudanças no paladar. Os medicamentos acabam gerando esse tipo de reação, porque, além de eliminar algumas células cancerígenas com crescimento rápido, algumas drogas anticâncer podem causar danos as células normais que também se dividem rapidamente. Entre os efeitos colaterais, alguns podem ser os mais comuns:
• Células sanguíneas: quando o paciente está realizando quimioterapia, os níveis de células sanguíneas saudáveis diminuem, fazendo com que a pessoa se sinta cansada, fraca e com possibilidade maior de contrair uma infecção. A equipe médica responsável acompanha o quadro clínico para entender se é necessário alterar a quantidade da quimioterapia ou reduzir a dose da droga.

• Raízes do cabelo: embora a quimioterapia possa causar queda de cabelo, saiba que ele irá crescer novamente, mas pode alterar a coloração e a textura.

• Trato digestivo: a quimioterapia para tratar câncer oral pode causar a perda do apetite, náusea, vômitos, formigamento nas mãos e nos pés, diarreia e feridas nos lábios. A equipe de saúde pode dar medicamentos e sugerir outras maneiras de ajudar com esses problemas. Esses efeitos podem ocorrer no começo do tratamento ou no período após seu término.

– Terapia-Alvo: o câncer de cabeça e pescoço pode se utilizar de um tipo de terapia específica, junto da radioterapia e a quimioterapia. Essa prática utiliza um medicamento que inibe as células do câncer oral, interferindo no crescimento dessa célula e impedindo a metástase da doença. Durante a utilização do remédio, algumas pessoas podem apresentar reações alérgicas como febre, dor de cabeça, diarreia e vomito.

Como devo me alimentar após ter um câncer oral?
Após passar por uma cirurgia e um tratamento do câncer oral, a dieta adquire um papel importante na recuperação. As dificuldades para alimentar-se podem aumentar e problemas de deglutição, vômitos, náusea, indisposição, boca seca e falta de apetite podem ocorrer. Portanto, é muito importante relatar os problemas para a equipe médica, pois ela pode oferecer alternativas que podem melhorar a qualidade de vida.

Abaixo, uma lista para escolher os alimentos certos de acordo com seus sintomas:

• Boca machucada: evitar comidas pontudas e duras, como batatas chips.

• Boca seca: o ideal é o consumo de comidas macias com molhos, caldos, sopas, milk-shakes ou vitaminas. Manter a boca seca aumenta o risco de cáries dentárias.

• Problemas em engolir: o médico e/ou o nutricionista irão encaminhar uma dieta específica e sugerir a alimentação por um tubo ligado ao estômago, através de uma incisão no abdômen ou que coma os alimentos na forma líquida.

– Reconstrução: muitas pessoas com câncer oral precisam fazer cirurgias plásticas corretivas ou a reconstrução de uma parte do corpo. Para realizar esse procedimento, pode-se reconstruir a parte afetada com músculos, ossos e tecidos deslocados de uma parte do corpo para outra. Para todos os tipos de cirurgias de reconstrução, é preciso sempre consultar um cirurgião plástico depois que o tratamento para câncer oral começar. É possível realizar a reconstrução simultaneamente com o tratamento ou realizar o procedimento depois de terminá-lo. É sempre necessário conversar com o médico responsável pelo tratamento.

– Reabilitação: se o câncer oral interferir na fala, deve-se procurar um fonoaudiólogo para auxiliar. Com exercícios diários, a voz e a habilidade para falar irão retornar. Alguns pacientes vão precisar de próteses para que eles possam falar e comer.

Como ter uma vida saudável após ter câncer de cabeça e pescoço?
Após a cirurgia e os diversos tipos de tratamento, é essencial realizar exames periódicos de boca, garganta e pescoço para notar se há algo errado ou se alguma mudança no tratamento se faz necessária. Esses testes podem incluir um exame físico, testes sanguíneos, raios-x do peito, entre outros. Parar com o consumo de álcool e de cigarro diminui o risco de aparecer um novo tipo de câncer e outros problemas de saúde.

Como a boca e a garganta são órgãos essenciais para o ser humano, pois participam de vários processos importantes, como a respiração, fala, alimentação, mastigação e deglutição, é preciso conhecer os sinais e sintomas desta doença, que hoje representa a segunda maior incidência em homens brasileiros.
O câncer de estômago é o crescimento de células anormais no órgão desse sistema digestivo e pode ocorrer em qualquer local de sua extensão.

Você sabia que, no Brasil, o câncer de estômago é o quarto tipo mais frequente entre os homens e o sexto entre as mulheres? E que sua estimativa de novos casos, de acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), é de 21.290, sendo 13.540 em homens e 7.750 em mulheres? Mas afinal, qual a função do estômago e sua importância para o corpo humano?

O estômago é um órgão em forma de “J”, situado na parte superior do abdômen. Faz parte do sistema digestivo, cuja responsabilidade é processar os alimentos ingeridos, extraindo deles nutrientes (vitaminas, minerais, carboidratos, gorduras, proteínas e água). Os alimentos são conduzidos da garganta para o estômago, através de um tubo oco e muscular, chamado esôfago. Após deixar o estômago, os alimentos parcialmente digeridos passam para o intestino delgado e depois para o intestino grosso (cólon).

A parede do estômago é constituída por três camadas de tecido: a camada mucosa (que fica em contato com os alimentos), a camada muscular (camada média), e a camada serosa (externa, a que reveste o estômago).

E o que é o câncer do estômago?
O câncer de estômago (ou câncer gástrico) é o crescimento de células anormais no órgão desse sistema digestivo e pode ocorrer em qualquer local de sua extensão. Grande parte desse tipo de tumor ocorre na camada mucosa, surgindo na forma de pequenas lesões irregulares, com ulcerações (rompimento do tecido) – características de cânceres ou tumores malignos. Conforme a evolução da doença, essas células cancerígenas vão gradualmente substituindo o tecido normal do órgão, migrando para outras partes, podendo até chegar a outros lugares do organismo.

Com o pico de incidência em pessoas do sexo masculino de idade mais avançada (cerca de 65% dos pacientes diagnosticados com idade superior a 50 anos), o câncer de estômago se apresenta como o terceiro mais frequente entre homens e o quinto entre as mulheres. Dados do INCA revelam que o número de mortes por esse tipo de tumor chega a 14.314, sendo 9.207 em homens e 5.107 em mulheres.

Tipos de câncer de estômago
Os tumores de estômago se apresentam em três diferentes tipos: o adenocarcinoma – responsável por 95% dos tumores; o linfoma – diagnosticado em 3% dos casos; e o leiomiossarcoma – com início em tecidos que dão origem aos músculos e aos ossos.

Adenocarcinoma – é um tipo de câncer que possui características secretórias, se originando em tecidos glandulares.
Linfoma – é um tipo de câncer que tem origem nos linfonodos (gânglios) por todo o corpo, principalmente no timo, baço, amídalas, medula óssea e tecidos linfáticos no intestino. Assim como outros tipos de linfomas, eles são divididos em subtipos entre Linfoma de Hodgkin e Linfoma Não Hodgkin.
O linfoma do estômago apresenta uma incidência baixa (3%), podendo ser dividido em dois tipos:
– Linfoma Gástrico MALT: um tipo de linfoma associado à mucosa constituída por células pequenas e com baixo grau de malignidade.
– Linfoma de células grandes: com alto grau de malignidade, porém, com uma incidência muito rara (quando comparado ao primeiro).
Leiomiossarcoma – é um dos tumores benignos da musculatura lisa do estômago, geralmente também localizado em qualquer outro órgão. Sua incidência é baixa.

Pólipos Gástricos
É o nome dado a um crescimento anormal de um tecido proveniente de uma membrana mucosa. Desenvolve-se nas cavidades de uma mucosa, podendo ter diferentes constituições e formatos. No estômago, os pólipos podem ser divididos em Adenoma e Pólipos Hiperplásicos.

– Adenoma: consiste em nódulos de epitélio displásico. Ocorrem quase que exclusivamente no antro (porção inicial do estômago), fazendo parte da Síndrome de Gardner (um transtorno genético que ocasiona a presença de múltiplos pólipos) ou gastrite crônica atrófica (condição em que as células da mucosa do estômago são diminuídas, prejudicando a produção do ácido gástrico responsável pela digestão dos alimentos).

A maioria dos carcinomas associados ao adenoma gástrico são maiores que 2 cm de diâmetro. Acredita-se que são necessários 10 a 15 anos para um adenoma se transformar em carcinoma.

– Pólipos Hiperplásicos: são os mais comuns pólipos do estômago (50 a 90% dos pólipos gástricos) e dois terços deles ocorrem no antro (porção inicial do estômago). A anormalidade básica é a hiperplasia (aumento excessivo do número de células) e eles se desenvolvem na mucosa gástrica atrófica. Pode haver associação com o Helicobacter pylori (também conhecido como ‘H. Pylori’). O tratamento é a remoção endoscópica ou cirúrgica.

Tumores carcinoides
Representam 3% de todos os tumores carcinoides gastrointestinais. Existem três subtipos desse tumor no estômago:

– Carcinoide associado com gastrite atrófica crônica do tipo A com ou sem anemia perniciosa.
A gastrite do tipo A é causada por anticorpos contra as células parietais e o fator intrínseco, agindo na mucosa fúndica, causa atrofia glandular acloridria e eventualmente anemia perniciosa.

– Carcinoide associado com a síndrome de Zollinger-Ellison.
A síndrome de Zollinger-Ellison é o nome dado ao distúrbio causado por níveis excessivos do hormônio gastrina. A presença excessiva deste hormônio, por sua vez, faz o estômago produzir ácido clorídrico em excesso.

Esse distúrbio pode gerar um tipo de tumor que representa 8,6% dos tumores carcinoides gástricos e ocorrem quase que exclusivamente em pacientes com síndrome MEN-1 (Neoplasia Endócrina Múltipla). A hipergastrinemia está associada ao gastrinoma no pâncreas. O tratamento consiste em remover o gastrinoma ou a gastrectomia total.

– Tumor carcinoide de forma esporádica.
Não associados ao excesso de gastrina, esse tipo corresponde a 25% dos tumores carcinoides gástricos e têm um prognóstico pior que os tumores carcinoides associados à gastrite atrófica crônica e a síndrome de Zollinger-Ellinson. Como os tumores geralmente são grandes e a doença mais avançada, o tratamento necessita de cirurgia associada a radio e quimioterapia.

Sintomas do câncer de estômago
Estes sintomas podem caracterizar o câncer gástrico, mas outras condições ou doenças também podem causar os mesmos sintomas.

– Dor epigástrica (região central do abdômen – “boca do estômago”);
– Sensação de “estômago cheio” após as refeições e perda do apetite durante as refeições;
– Emagrecimento;
– Vômitos;
– Vômitos com sangue;
– Azia intensa;
– Diarreia;
– Constipação;
– Fadiga e Fraqueza;
– Fezes com sangue ou muito escurecidas (tipo borra de café);
– Dificuldade para se alimentar.

Deve-se tomar cuidado, pois esses sintomas muitas vezes não são percebidos pelos pacientes e só se tornam evidentes quando o tumor atinge um tamanho suficiente para diminuir o espaço de passagem do alimento.

Existem sintomas comuns em estágios avançados, como o emagrecimento intenso (caquexia) e pele e olhos amarelados pelo acúmulo do material metabólico de bilirrubina (icterícia). O paciente com câncer de estômago em estágios avançados também pode sentir dor quando o estômago é palpado.

Se você notar a persistência de qualquer desses sintomas, é necessário procurar um médico especialista na área gástrica, como um gastroenterologista.

Prevenção de câncer de estômago
Por ser um órgão que recebe diretamente os alimentos, a dieta é um fator essencial para a prevenção do câncer de estômago. O consumo excessivo de certos tipos de alimentos, suas conservações e a ausência de alguns deles, podem colaborar com a formação de um tumor.

Abaixo, relacionamos quais são essas condutas alimentares:
– Evitar a ingestão excessiva de nitritos e nitratos: os nitritos e nitratos podem ser encontrados em carnes e peixes em que se utiliza o método secagem para sua preservação – utilizado, por exemplo, em alimentos defumados. O nitrito, ao ser recebido no estômago, transforma-se em nitrosaminas, substâncias altamente cancerígenas.
– Evitar o consumo excessivo de alimentos enlatados, defumados, corantes ou alimentos conservados em sal.
– Evitar o consumo de alimentos guardados fora da geladeira ou mal conservados.
– Evitar o consumo de água com poços com altas concentrações de nitrato.
– Evitar uma alimentação carente das vitaminas A e C.
– Consumir carnes e peixes regularmente.
– Consumir frutas e verduras frescas, contendo ácido ascórbico e beta caroteno.

Esses elementos são benéficos por evitar que os nitritos se transformem em nitrosaminas.

Fatores de risco de câncer de estômago
Os fatores de risco para câncer gástrico incluem:

– Infecção do estômago por Helicobacter pylori (H. pylori), que são bactérias que vivem no estômago humano, responsáveis por alguns tipos de gastrite, úlcera e cancros. Seu formato permite atravessar com facilidade a camada de muco protetora do epitélio gástrico.
– Gastrite crônica (inflamação do estômago).
– Realização de cirurgia para úlcera.
– Anemia perniciosa: distúrbio que pode ocasionar facilitação ou dificuldade de absorção da vitamina B12 pelas células gástricas parietais (responsáveis pela liberação de ácido hidroclorídrico).
– Metaplasia intestinal: uma condição na qual o revestimento normal do estômago passa a ser do tipo de células que revestem o intestino.
– Polipose adenomatosa familiar (PAF): condição hereditária que gera inúmeros pólipos no intestino grosso.
– Pólipos gástricos.
– Tabagismo.
– Tabagismo associado ao consumo de álcool.
– Ter uma mãe, pai, irmã ou irmão que teve câncer de estômago.

Alguns exames e procedimentos podem ser utilizados no processo de estadiamento da doença, entretanto, nem todos são necessários a todos os pacientes.

Diagnóstico de câncer de estômago
O diagnóstico para esse tipo de câncer pode ser feito através de alguns exames:

– Exames de sangue (bioquímica): um procedimento em que uma amostra de sangue é coletada para medir a quantidade de certas substâncias liberadas no sangue, órgãos e tecidos do organismo. Uma quantidade alterada (superior ou inferior à normal) de uma substância pode ser um sinal de doença no órgão ou tecido que a produz. Nesse procedimento, o hemograma completo (um procedimento em que uma amostra do sangue é extraída e analisada) procura verificar:
– O número de glóbulos vermelhos (hemácias, que carregam o oxigênio), os glóbulos brancos (células de defesa) e plaquetas (responsáveis por ajudar a conter sangramentos).
– A quantidade de hemoglobina (proteína que transporta oxigênio) nas células vermelhas do sangue.

– Endoscopia: um procedimento para examinar o interior do esôfago, estômago e duodeno (primeira parte do intestino delgado), para verificar a ocorrência de áreas anormais. Um endoscópio (um tubo fino e iluminado) é passado através da boca e da garganta para o esôfago.

– Sangue oculto nas fezes: um teste para verificar a presença de sangue oculto nas fezes, que só pode ser visto com a ajuda de um microscópio. Pequenas amostras de fezes são colocadas em placas especiais e é feita a sua análise no laboratório.

– EED: é uma série de raios-x do esôfago e do estômago. O paciente bebe um líquido (contraste) que contém uma substância (bário) que os raios-X não conseguem atravessar, fazendo, desse modo, que seja possível enxergar melhor os órgãos a serem analisados. Este procedimento também pode ser chamado de seriografia gastrointestinal superior (seriografia do esôfago, estômago e duodeno) quando estes três órgãos são analisados.

– Biópsia: é a remoção de amostras de células ou tecidos para possibilitar a análise através de um microscópio, por um médico patologista, para verificar se há sinais de câncer ou algum outro tipo de doença. A biópsia geralmente é feita durante a endoscopia. Às vezes, uma biópsia pode mostrar alterações no estômago que não são câncer, mas que podem levar ao câncer.

– TC (Tomografia Computadorizada): é o exame no qual é feita uma série de imagens detalhadas de áreas no interior do corpo, tomadas de ângulos diferentes. As imagens são feitas por um computador ligado a uma máquina de raios-X. Um contraste pode ser injetado em uma veia, ingerido, ou ainda injetado através do reto para ajudar os órgãos ou tecidos a aparecem mais claramente.

Estadiamento do câncer de estômago
Alguns exames e procedimentos podem ser utilizados no processo de estadiamento da doença, entretanto, nem todos são necessários a todos os pacientes.

– Exames de β-hCG (Beta-gonadotrofina coriônica humana), CA-125 e CEA (Antígeno carcinoembrionário): são exames que medem os níveis de β-hCG, CA-125 e CEA no sangue. Essas substâncias são liberadas na corrente sanguínea, tanto por células sadias, quanto por células cancerígenas. Quando encontradas em quantidades mais elevadas do que normal, esses elementos podem representar um sinal de câncer gástrico ou outras doenças.

– Radiografia de tórax: é um raio X dos órgãos e ossos dentro do peito. Um raio-x é um tipo de raio de energia que pode atravessar o corpo e realizar um retrato de áreas dentro do corpo.

– Ultrassonografia endoscópica: é um procedimento em que um endoscópio é inserido no corpo, geralmente através da boca. Um endoscópio é um instrumento fino, de forma tubular, com uma luz e uma lente para a visão. A sonda na ponta do endoscópio é usada para produzir ondas sonoras de alta energia (ultrassom) e fazer ecos. Os ecos formam imagens dos tecidos do corpo possibilitando a avaliação do médico. Este procedimento também é chamado de endossonografia.

– TC (Tomografia Computadorizada): é o exame no qual são feitas uma série de imagens detalhadas de áreas no interior do corpo, tomadas de ângulos diferentes. As imagens são feitas por um computador ligado a uma máquina de raios-X. Um contraste pode ser injetado em uma veia, ingerido, ou ainda injetado através do reto para ajudar os órgãos ou tecidos a aparecem mais claramente.

– Laparoscopia: é um procedimento cirúrgico para olhar os órgãos dentro do abdômen para checar sinais de doença. Pequenas incisões (cortes) são feitas na parede do abdômen e um laparoscópio (um tubo fino e iluminado) é inserido em uma das incisões. Outros instrumentos podem ser inseridos através das incisões para realizar procedimentos, como a remoção de amostras de tecidos para pesquisas. Pode também, em alguns casos, realizar-se parte da cirurgia para tratamento por esse método.

– PET Scan (Tomografia por emissão de pósitrons scan): é um exame que combina a tomografia computadorizada e uma espécie de cintilografia. É utilizada uma substância radioativa (fluordesoxiglicose – FDG), que é injetada por uma veia e é mais absorvida por células tumorais, fazendo com que o câncer possa ser diagnosticado ou analisado com grande precisão.

Tratamento do câncer de estômago
Três tipos de tratamento são utilizados para o câncer de estomago. São eles:

– Cirurgia: é o tratamento mais comum para todos os estágios do câncer de estômago. Os seguintes tipos de cirurgia podem ser utilizados:
• Gastrectomia subtotal: remoção de parte do estômago que contém o câncer, linfonodos próximos, tecidos ou órgãos que possam estar acometidos pelo tumor.

• Gastrectomia total: remoção de todo o estômago, os linfonodos próximos, parte do esôfago, duodeno e outros tecidos próximos ao tumor. O baço pode ser removido. O esôfago é ligado ao intestino delgado para que o paciente possa continuar a comer e engolir. Se o tumor está obstruindo o estômago, mas o câncer não pode ser completamente removido por cirurgia, pode se realizar a colocação de uma prótese (um tubo fino e expansível), realizado através de endoscopia, a fim de manter uma passagem para o alimento.

– Radioterapia: a radioterapia é um tratamento contra o câncer que utiliza tipos de radiação para matar células cancerígenas ou impedi-las de crescer. Existem dois tipos de radioterapia: a terapia de radiação externa – a mais comum, que utiliza uma máquina para enviar radiação para o câncer; e a terapia de radiação interna (braquiterapia) – na qual a substância radioativa é colocada diretamente em contato com o tecido tumoral.

– Quimioterapia: um tratamento de câncer que usa medicamentos (remédios) para parar o crescimento das células cancerosas, matá-las ou impedi-las de se dividir. Quando a quimioterapia é tomada via oral ou injetada numa veia ou músculo, os remédios entram na corrente sanguínea e podem atingir as células cancerosas por todo o corpo (quimioterapia sistêmica). Quando a quimioterapia é colocada diretamente na coluna vertebral, um órgão ou uma cavidade do corpo, como o abdômen, as drogas afetam principalmente as células do câncer nessas áreas (quimioterapia regional). A forma como a quimioterapia é dada depende do tipo e estágio do câncer a ser tratado.

O câncer de estômago é o quarto tipo mais frequente entre os homens e o sexto entre as mulheres. E sua estimativa de novos casos, de acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), é de 21.290, sendo 13.540 em homens e 7.750 em mulheres.
30% de todos os tumores malignos diagnosticados no Brasil correspondem ao câncer de pele, que é o mais comum no país.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 30% de todos os tumores malignos diagnosticados no Brasil correspondem ao câncer de pele, que é o mais comum no país, com cerca de 176 mil novos casos por ano. Existem 2 tipos de câncer de pele: o câncer de pele não melanoma e o melanoma. Este segundo é o tipo menos frequente e apresenta um prognóstico menos favorável e um alto índice de mortalidade, por ser um câncer de pele mais agressivo. No entanto, quando há detecção precoce da doença, as chances de cura deste câncer são de mais de 90%.

Com o objetivo de promover o diagnóstico precoce do câncer de pele e orientar a população quanto as medidas necessárias para evitar este tipo de câncer, o HA promoveu uma ação especial, no dia 7 de dezembro, com o apoio de uma unidade móvel, na praça Francisco Barreto, em Barretos (SP). Médicas especialistas em dermatologia e uma equipe formada por enfermeiros e técnicos estavam à disposição para avaliar as pessoas com lesões de pele suspeitas para câncer de pele.

De acordo com a dermatologista do HA, Dra. Cristiane Cárcano, os sinais e sintomas do câncer de pele são muito variáveis. Porém, de um modo geral, alguns sinais de alerta para o câncer de pele são: a mudança na aparência de manchas de nascença, o crescimento rápido de alguma pinta ou de uma lesão de pele nova, a mudança na coloração ou na textura de um sinal ou de uma pinta. Outro cuidado importante também é atentar-se ao surgimento de feridas que sangram e que não cicatrizam.

Cuidados necessários e tratamento
A especialista afirma que evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação ultravioleta são as melhores estratégias para prevenir o câncer de pele. Segundo Cristiane, os grupos de maior risco para desenvolver o câncer de pele são as pessoas de pele clara, com sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros, as pessoas que trabalham expostas ao sol e aqueles com história familiar de câncer de pele. “Pessoas com histórico de queimaduras solares e aquelas que possuem muitas pintas também devem redobrar a atenção e os cuidados. Fique atento, pois as principais medidas de proteção são: usar chapéus, camisetas, óculos escuros; cobrir as áreas expostas ao sol com roupas apropriadas; evitar a exposição solar entre 10 e 16 horas; usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou de diversão. É importante utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Além de reaplicar o protetor solar a cada 2 horas ou menos, nas atividades de lazer realizadas ao ar livre. É importante observar regularmente a própria pele, ou seja, ficar atento ao surgimento de pintas ou sinais suspeitos; e sempre manter bebês e crianças protegidos do sol. Os filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses, e sempre consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo”, afirma a especialista.

A profissional esclarece ainda que o tratamento de câncer de pele varia conforme o tipo, o tamanho, a agressividade e a localização do tumor, bem como, a idade e o estado geral de saúde do paciente. Segundo a especialista, algumas opções de tratamento são a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia, a imunoterapia, o uso de medicações orais e em forma de cremes.

Parceria e Ação
A viabilização deste importante projeto só foi possível graças a uma parceria firmada com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que possibilitou que Hospital de Amor pudesse atuar com um posto de atendimento à população. Dra. Cristiane explica que a SBD fornece material de apoio para divulgar a campanha. Além disso, o HA também contou com o apoio das empresas Johnson & Johnson, L´Oréal Divisão Cosmética Ativa, Mantecorp e Galderma, que foram as patrocinadoras da campanha do câncer da pele de 2019 – ‘Dezembro Laranja’.

Durante todo o dia da ação, foram entregues amostras de protetor solar disponibilizadas pelas empresas parceiras. A equipe do Instituto de Prevenção do HA considera a ação um sucesso, uma vez que, após a realização da análise na pele de diversas pessoas, ao todo, 21 casos foram encaminhados para a realização de exames de biópsia.

Com o objetivo de promover o diagnóstico precoce do câncer de pele e orientar a população quanto as medidas necessárias para evitar este tipo de câncer, o HA promoveu uma ação especial, com o apoio de uma unidade móvel, na praça Francisco Barreto, em Barretos (SP). Médicas especialistas em dermatologia e uma equipe formada por enfermeiros e técnicos estavam à disposição para avaliar as pessoas com lesões de pele suspeitas para câncer de pele.
Além de 5 km de corrida, o grupo que optou por caminhada percorreu 2,5 km. No total, participaram cerca de 70 pessoas nas duas modalidades e os vencedores da competição foram presenteados com troféus e medalhas.

No último dia 30 de novembro, competidores e simpatizantes do esporte de diversas cidades participaram da 1ª “Corrida pela Vida”, promovida pelo Hospital de Amor Jales, em parceria com a TNV Sports e o atleta Jean Thiago. O evento, que aconteceu em apoio a campanha Novembro Azul, visou chamar a atenção para a prevenção do câncer de próstata, aliado a conscientização e prática esportiva.

Além de 5 km de corrida, o grupo que optou por caminhada percorreu 2,5 km. No total, participaram cerca de 70 pessoas nas duas modalidades e os vencedores da competição foram presenteados com troféus e medalhas.

Entre os competidores, Rafael Lazarini, que já disputou as principais competições do atletismo paraolímpico brasileiro, também esteve presente.

O atleta amador, Ricardo de Souza, conquistou a primeira posição na categoria geral masculina, como tempo de 17 minutos. Já na categoria geral feminina, quem ficou em primeiro lugar foi a atleta amadora, Mara Célia Araújo, completando a prova em 29 minutos. Entre os competidores, Rafael Lazarini, atleta de 33 anos que já disputou as principais competições do atletismo paraolímpico brasileiro, como as Paralimpíada do Rio 2016, na modalidade atleta guia da competidora Terezinha Guilhermina (atleta cega mais rápida do mundo e campeã brasileira de corrida paraolímpica), também esteve presente na corrida. Apesar de não competir mais, Rafael reconhece a importância do esporte aliado à conscientização do câncer de próstata. “Para mim, todo incentivo ao esporte é válido, ainda mais aliado a uma causa tão importante. Cuidar da saúde é essencial, em todos os sentidos”, ressaltou.

Outro participante muito especial foi o pequeno Miguel Antoniassi, de 7 anos. Como não houve número suficiente para abrir uma disputa infantil, o garoto resolveu participar da competição com os adultos. Ele correu 5 km em 26 minutos, ao lado do pai Paulo Cesar, da mãe Alessandra e dos irmãos Raul e Paulo. No final, toda a família subiu ao pódio.

O evento foi realizado graças aos patrocinadores e apoiadores do Hospital: Unimed, Fernando Neto (personal trainer), Alimentare Produtos Alimentícios, Associação de Voluntários no Combate ao Câncer (AVCC), Casa Sport II, DX Sport, ETEC Jales, Leandro Bazam, Max Muscle, Mendonça Frutas, Radical Capacetes, Sabesp, New Corpus, Secretaria Municipal de Saúde, Radical Capacetes e Unijales.

“Esse evento foi um desafio para o hospital, pois nunca realizamos nada nesse formato. Ficamos felizes por receber muitos atletas e demais praticantes da modalidade como apoiadores da causa. Associar prevenção e esporte foi o grande objetivo dessa mobilização”, afirmou a gerente administrativa da unidade de Jales, Camila Venturini.

Criada em 2012, a ação acontece todos os anos, simultaneamente em centenas de municípios brasileiros e também em cidades do exterior, durante o último domingo do mês de novembro.

Com o objetivo de conscientizar a população sobre os sinais e sintomas do câncer infantojuvenil e a importância do diagnóstico precoce da doença, o Hospital de Amor realizou, no último domingo, 24 de novembro, a 8ª edição da “Caminhada Passos que Salvam”. Criada em 2012, a ação acontece todos os anos, simultaneamente em centenas de municípios brasileiros e também em cidades do exterior, durante o último domingo do mês de novembro. A escolha da data está relacionada à proximidade com o “Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil”, celebrado no dia 23/11.

Em apenas 8 anos, o projeto já ajudou a aumentar a taxa de cura do câncer infantojuvenil de 55% para 70%, alcançando milhares de crianças e adolescentes. Este ano, mais de 650 cidades do país foram mobilizadas, superando o número das edições anteriores.

Entre os sinais e sintomas mais comuns da doença, estão manchas roxas pelo corpo, dores de cabeça, vômito, perda de peso, fraqueza e dores nos ossos, sintomas que parecem comuns da infância e podem ser confundidos com doenças que acometem crianças e adolescentes, mas também podem ser o primeiro sinal de que há algo errado acontecendo.

Dr. Luiz Fernando (diretor médico do Hospital de Amor Infantojuvenil) e o índio Heverton Costa (paciente do HA).

De acordo com o diretor médico do Hospital de Amor Infantojuvenil, Luiz Fernando Lopes, a unidade infantojuvenil do HA tem todas as condições de tratar as crianças com a mesma qualidade dos países com alto nível de desenvolvimento (especialistas experientes, medicamentos adequados e uma excelente estrutura), mas nada disso impacta na vida das crianças se elas não chegarem precocemente para o tratamento. “A Passos que Salvam possui três grandes focos: o primeiro é conscientizar a população sobre a existência do câncer em crianças e adolescentes, ressaltando a importância deles chegarem precocemente ao Hospital para tratamento e alertando sobre os principais sinais e sintomas; o segundo é voltado para a captação de recursos com a venda dos kits, ajudando a custear exames e procedimentos que não são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS); e o terceiro é o mais importante: a partir da caminhada, cada município participante tem a chance de enviar um médico para realizar uma capacitação no Hospital de Amor. Eles passam a reconhecer os tumores precocemente e ficam em contato direto com os profissionais do HA, permitindo que as crianças e adolescentes cheguem o quanto antes para tratamento, aumentando suas chances de cura. Ou seja, graças à Passos que Salvam nós conseguimos reduzir em 20% o diagnóstico tardio e, com as próximas edições, acreditamos que vamos conseguir ainda mais! É uma mobilização que só nos traz ganhos!”, declarou.

Para a coordenadora da ação, Naima Khatib, o objetivo da Caminhada é trazer à discussão a importância dessa conscientização, de maneira lúdica, envolvendo assim toda a sociedade, de modo que permita com que mais diagnósticos precoces aconteçam, consequentemente, haverá maior chances de cura, sendo ampliadas para até 95%.

Caminhando a caráter
Heverton Felipe Soares Costa, de 12 anos, foi a caráter para a caminhada e encantou a todos. Vindo de uma tribo indígena de Boa Vista, capital do estado de Roraima, ele faz tratamento no Hospital de Amor e, pela primeira vez, pôde receber alta médica para participar da ação. O pai, Laersio Matias Mendes, que acompanha o filho em Barretos (SP), reconhece a importância dessa mobilização para as crianças como o Heverton, que lutam contra o câncer. “Essa caminhada nos mostra o quanto existem pessoas especiais que ajudam o Hospital. Nós, indígenas, precisamos muito dessa ajuda, e eu fico muito feliz em saber que meu filho está aqui. Adoramos a caminhada e tenho certeza de que o povo de Roraima também abraçou essa causa”, finalizou.

Vera Lucia é voluntária há 15 anos e há 3, participa da “Passos que Salvam”.

Voluntariado
E não foram apenas os profissionais e pacientes do Hospital de Amor que acordaram cedinho no domingo para dar os ‘passos que salvam vidas’. Há 15 anos atuando como voluntária, a assistente social Vera Lucia Ribeiro Pena participou, pelo terceiro ano, da “Caminhada Passos que Salvam”. O motivo? “Por conta da importância da caminhada e, principalmente, da conscientização sobre a prevenção do câncer infantojuvenil. A prevenção é o único caminho para a cura. Eu pretendo estar aqui por mais muito outros anos, pois não há dinheiro que pague poder fazer parte disso!”, esclareceu a voluntária.

Este ano, mais de 650 cidades do país foram mobilizadas.

Números que salvam
Em 2012, ocorreu a primeira mobilização, 19 municípios do Estado de São Paulo e dois de Rondônia caminharam, levando a população, empresas e entidades para participar do evento. Já no ano seguinte, o número mais que quadruplicou: 80 municípios participaram da caminhada em oito estados. A terceira edição foi ainda melhor: 201 cidades em 11 estados brasileiros caminharam juntas, no mesmo dia e horário, levando mais de 150 mil pessoas às ruas. Em 2015, foram 306 cidades de 12 estados que caminharam, comprometidos na luta contra o câncer infantojuvenil. Em 2017 a caminhada mobilizou 300 mil pessoas em cerca de 500 cidades de todo o Brasil. No ano passado, cerca de 600 cidades, em 19 estados do país, além de um grupo de brasileiros que reside em Londres, no Reino Unido, se uniram em favor dessa causa.

Captação de Recursos
Além de disseminar essas importantes informações, a “Caminhada Passos que Salvam” também possui uma ação para arrecadar fundos para o tratamento dos pacientes no Hospital de Amor Infantojuvenil. Ao adquirir um kit com camiseta, boné e ‘sacochila’, cada participante contribuiu com o valor de R$ 35,00, que foi direcionado à instituição.

Confira mais fotos da 8ª “Caminhada Passos que Salvam”, realizada em Barretos (SP), em nosso flickr oficial. Clique aqui.

Em apenas 8 anos, o projeto já ajudou a aumentar a taxa de cura do câncer infantojuvenil de 55% para 70%, alcançando milhares de crianças e adolescentes. Este ano, mais de 650 cidades do país foram mobilizadas, graças à equipe do Hospital de Amor responsável pela Caminhada.

 

Anualmente, o Núcleo de Educação em Câncer (NEC) do Hospital de Amor reúne educadores e profissionais da saúde para o “Simpósio de Educação em Saúde”, que neste ano aconteceu no dia 8 de novembro, com o intuito de promover o diálogo sobre temáticas que versam os campos da educação e da saúde, tendo em vista a troca de experiências e a oportunidade de pensar estratégias que embasem os trabalhos e projetos que interfiram na realidade e cotidiano da sociedade atual.

O Simpósio contou com a apresentação de trabalhos orais e pôsteres, além das apresentações artísticas do Grupo Virtuoso e do Coral Acordes Vocais.

Em sua quarta edição, o evento trouxe como temática central a importante relação entre o bem-estar mental e a educação, trabalhada por meio de workshops e palestras ministradas por nomes de destaque no cenário nacional, como a neurocientista Carla Tieppo, doutora em ciências pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisadora e especialista sobre o funcionamento do sistema nervoso e suas relações com a mente e o comportamento humano.

Segundo a Dra. Carla Tieppo, existe um aspecto muito importante em se trabalhar a saúde mental dentro da educação, “fundamentalmente porque preservar a saúde mental e trabalhar a prevenção em patologias de saúde mental está diretamente relacionada a qualidade de vida. E qualidade de vida é algo que a gente constrói, é algo que se educa para ter”, ressalta.

O coordenador do NEC, Gerson Lucio Vieira, explica que a temática escolhida vai de encontro com o propósito do Núcleo, que é a de impulsionar e propagar informações que promovam conhecimento sobre qualidade de vida e promoção de saúde, tornando o indivíduo autônomo, independente e consciente no que diz respeito ao seu bem-estar físico e mental.

Com cerca de 140 participantes, o Simpósio contou, ainda, com a apresentação de trabalhos orais e pôsteres, além das apresentações artísticas do Grupo Virtuoso e do Coral Acordes Vocais, formado por médicos, pesquisadores e colaboradores do Hospital de Amor.

 

Em sua quarta edição, o evento trouxe como temática central a importante relação entre o bem-estar mental e a educação, trabalhada por meio de workshops e palestras ministradas por nomes de destaque no cenário nacional.

Publicado em 19 de nov de 2019   |   Artigos, Destaques, Institucional, Ensino e Pesquisa, Prevenção
Para o Brasil, são estimados mais de 40 mil novos casos registrados por ano, sendo 20.520 na população masculina e 20.470 na população feminina.

Março é o mês de prevenção do câncer colorretal, tumor que já ocupa o segundo lugar no ranking dos dez mais incidentes entre homens e mulheres. Para o Brasil, são estimados mais de 40 mil novos casos registrados por ano, sendo 20.520 na população masculina e 20.470 na população feminina. Com o objetivo de incentivar a prevenção e a detecção precoce deste tipo de câncer, criou-se a campanha “Março Marinho”, em alusão ao “Dia Nacional de Combate ao Câncer de Intestino”, comemorado em 27/3.

O teste de imunoquímica fecal (conhecido também como teste FIT) é uma das formas de diagnosticar a doença;

Apesar dos números serem alarmantes, o câncer colorretal ainda é pouco divulgado. Conhecer a doença, seus fatores de risco e saber quais são as principais formas de preveni-la, é fundamental para evitá-la. Você conhece esse tipo de câncer?

Os cânceres colorretais são aqueles que acometem o trato digestivo (intestino grosso e reto). Esses tumores são considerados mais passíveis de prevenção, pois a evolução natural deles é bem conhecida pela medicina: eles começam com lesões precursoras, ou seja, lesões pré-malignas que são detectáveis e que podem ser removidas. Com essas medidas, é possível interromper a progressão do tumor. Geralmente, as chamadas ‘lesões precursoras’ não apresentam sintomas (como sangramentos ou dores), por isso, para identificá-las, é necessário submeter o indivíduo a um rastreamento para prevenir a evolução da doença.

A colonoscopia (que é um exame de vídeo para visualizar o interior do intestino grosso e a parte final do intestino delgado) é outro método para realizar o rastreamento.

De acordo com a médica endoscopista e coordenadora do programa de rastreamento de câncer colorretal do Hospital de Amor, Dra. Denise Peixoto Guimarães, existem dois exames que podem ser utilizados para realizar o rastreamento desse tipo de tumor, sendo eles: o teste de imunoquímica fecal (conhecido também como teste FIT ou exame de sangue oculto nas fezes) e a colonoscopia (que é um exame de vídeo para visualizar o interior do intestino grosso e a parte final do intestino delgado). Cabe ao médico indicar qual é a melhor opção para cada paciente.

Desde 2015, o HA conta com seu programa de rastreamento e, de lá para cá, já foram alcançadas 16.713 pessoas com ele. “O programa de rastreamento através do teste FIT é indicado para um público bem específico: homens e mulheres que tenham entre 50 e 65 anos; que não tenham feito nenhum exame de colonoscopia ou de retossigmoidoscopia nos últimos 5 anos; e não tenham nenhum histórico de doença inflamatória intestinal e de pólipos colorretais. É muito importante que esses critérios sejam respeitados, pois caso a pessoa não se enquadre nesse perfil, o exame pode não ser a melhor opção para o paciente”, afirmou a médica.

Segundo a especialista, os sintomas só irão se manifestar quando a doença já estiver em estado avançado. Nesse momento, o tratamento já não é tão eficaz, e as chances de cura, menores ainda. “Nessa hora, os principais sintomas a serem percebidos são: sangramento nas fezes, dor abdominal ou nódulo abdominal, emagrecimento ou anemia”, explicou.

 

Fatores de risco

Dra. Denise Guimarães é a médica endoscopista responsável pelo programa de rastreamento de câncer colorretal do HA.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam que os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer no intestino são: idade igual ou acima de 50 anos; excesso de peso corporal e alimentação não saudável; excessivo consumo de carnes processadas (como por exemplo, salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru e salame) e a ingestão de carne vermelha (acima de 500 gramas de carne cozida por semana) também aumentam o risco para este tipo de câncer.

Outros fatores relacionados à maior chance de desenvolvimento da doença são história familiar de câncer de intestino, história pessoal de câncer de intestino, ovário, útero ou mama, além de tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas.

“Evitar qualquer um desses fatores de risco, ou seja, praticar atividade física, manter uma alimentação saudável, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo, além de consultar o médico regularmente, são formas primárias de prevenção contra esse tipo de tumor. É fundamental conscientizarmos a população e os médicos sobre o câncer colorretal. Ele é passível de prevenção, então, por meio de informação correta e de qualidade, conseguimos diminuir o número de casos e fazer com que menos pessoas sofram e morram em decorrência desse tumor”, concluiu Dra. Denise.

 

Previna-se!

Se você se enquadra nos requisitos e faz parte do público-alvo do programa de rastreamento, venha até o Instituto de Prevenção do Hospital de Amor ou entre em contato através do telefone (17) 3321-6600, ramal 7194.

 

Segundo a última estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados, no Brasil, mais de 30 mil novos casos de câncer de pulmão, para cada ano do triênio 2020-2022. A doença ocupa, atualmente, a terceira colocação no ranking dos tipos de câncer mais incidentes no país, exceto pele não melanoma, mas ainda é o primeiro quando se fala em taxa de mortalidade. Isso ocorre, principalmente, por conta de seu desenvolvimento silencioso, que, quando chama a atenção por meio de sinais e sintomas, geralmente, já está em fase avançada e sem ou com poucas chances de cura.

Apesar dos diversos fatores que favorecem a ocorrência do câncer de pulmão, como exposição a agentes cancerígenos químicos ou físicos, infecções pulmonares de repetição, doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica) e fatores genéticos, o tabagismo ainda é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença, com até 85% dos casos diagnosticados associados ao consumo e exposição passiva aos derivados do tabaco.

“Nem todo indivíduo que fuma ou fumou desenvolverá câncer de pulmão, e isso ainda é realmente difícil de se prever, mas sabe-se que a chance de seu desenvolvimento está diretamente relacionada à carga de tabaco com a qual que se teve contato”, explica o médico radiologista do Hospital de Amor, Rodrigo Sampaio Chiarantano. Sabe-se também que a mortalidade em decorrência da doença entre os fumantes é cerca de 15 vezes maior do que entre pessoas que nunca fumaram, já entre os ex-fumantes essa taxa chega a ser quatro vezes maior.

Unidade móvel do HA equipada com um tomógrafo computadorizado de baixa dose para fazer o acompanhamento da população de risco.

Pioneirismo
Com o intuito de reduzir tais taxas, o HA lançou, em 2019, um programa de rastreamento ativo de câncer de pulmão como parte de uma iniciativa mais ampla da instituição, que se destaca por incluir também atividades de prevenção primária e pesquisa científica de ponta com marcadores biomoleculares. Para que isso fosse possível, o Hospital de Amor contou com a colaboração da Secretaria Municipal de Saúde de Barretos, facilitando o treinamento e a constituição de grupos de cessação de tabagismo em suas unidades básicas de saúde (UBSs), que posteriormente passaram a enviar indivíduos elegíveis.

Em um formato pioneiro na América Latina, uma unidade móvel foi equipada com um tomógrafo computadorizado de baixa dose e direcionada a fazer o acompanhamento da população de risco. O programa é o único no Brasil que integra dados de diversas esferas da área da saúde e oferece gratuitamente esse exame aos usuários do Sistema Único de Saúde.

Inicialmente, o projeto atendeu com exclusividade os encaminhamentos dos participantes dos grupos de cessação de tabagismo, mas, desde janeiro deste ano, o rastreamento está disponível para todos os indivíduos que fazem parte do grupo de risco e que residem em um dos 18 municípios que compõem Departamento Regional de Saúde de Barretos (DRS-V).

O Dr. Rodrigo Chiarantano explica que existem alguns critérios que definem a situação de alto risco para se desenvolver câncer de pulmão. “O mais amplamente empregado é: ter entre 55 e 75 anos, ser fumante atual ou ex-fumante que tenha parado há menos de 15 anos, com uma carga tabágica igual ou maior que 30 (essa carga tabágica se obtém quando multiplicamos o número de anos que a pessoa fumou pelo número de maços de cigarro que fumava em média por dia; assim, se alguém fumou dois maços por dia, por 25 anos, terá uma carga tabágica de 50, superior a 30, e, portanto, de alto risco)”.

Aproximadamente 500 pessoas já realizaram o exame na unidade móvel, mas a expansão do projeto prevê números muito maiores.

Até o momento, aproximadamente 500 pessoas já realizaram o exame. Entre elas, um caso já foi diagnosticado e outros nove estão sendo investigados. Mas a expansão do projeto prevê números muito maiores. Segundo seu escopo inicial, a proporção da população que se enquadra nos critérios foi estimada em 3%, significando, só Barretos, cerca de 3.400 pessoas e na DRS-V mais de 13 mil pessoas com alto risco para desenvolver câncer de pulmão, grupo para o qual o rastreamento por tomografia de baixa dose é indicado de forma periódica.

Outro diferencial é o laudo que foi elaborado para o programa, pensando em tornar a informação mais acessível ao paciente. O documento é composto por texto em linguagem mais simples e direta, acompanhado de um reforço visual que ilustra o significado dos achados. No laudo, são descritos os achados do exame potencialmente relacionados ao tabagismo e explicados os passos seguintes a partir dali. Ele foi desenvolvido pensando no melhor entendimento do indivíduo participante, estimulando o autocuidado e a vigilância de saúde. Os pacientes têm retornado com grande satisfação. Alguns deles relataram, inclusive, que o processo de rastreamento como um todo auxiliou na decisão de parar de fumar.

Avanços científicos
Consequência da seriedade e qualidade do programa de prevenção e rastreamento de câncer de pulmão, o Hospital de Amor foi aceito como colaborador em um grande consórcio de pesquisa internacional, o International Lung Cancer Consortium (ILCCO), que possibilitará melhorar o entendimento da genética relacionada ao câncer de pulmão, a melhor caracterização de grupos de risco e de fatores de decisão em relação aos achados de exame. “Trata-se de pesquisa de ponta e de qualidade, com grande potencial de contribuição para a ciência e para a redução da mortalidade por câncer de pulmão. Com base em informações obtidas sob consentimento em amostras biológicas dos indivíduos participantes, diversas características genéticas e biomoleculares estão sendo investigadas, traçando um perfil particular da nossa população, que se somam aos dados já obtidos de outras populações ao redor do mundo”, ressalta o radiologista.

Como participar
Os indivíduos que se enquadrem nos critérios para o rastreamento podem realizar o agendamento do exame pelo telefone (17) 3321-6600 – ramal 7010 ou 7080; o contato também está disponível para os fumantes ou ex-fumantes há menos de 15 anos que tiverem dúvidas sobre os critérios.

Apesar dos diversos fatores que favorecem a ocorrência do câncer de pulmão, como exposição a agentes cancerígenos químicos ou físicos, infecções pulmonares de repetição, doença pulmonar obstrutiva crônica e fatores genéticos, o tabagismo ainda é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença, com até 85% dos casos diagnosticados associados ao consumo e exposição passiva aos derivados do tabaco.
De acordo com Dr. Júlio, a possibilidade de maior exposição a relações sexuais ocasionais e, principalmente, sem proteção durante este período, aumenta os riscos de se contrair ISTs.

O Carnaval chegou e com ele muita festa, animação, fantasia, brilho e o preparo dos foliões que irão curtir o feriado prolongado. Mas, todo cuidado é pouco quando o assunto é saúde e a prevenção contra os perigos que podem se intensificar durante este período. A atenção deve ser a regra básica para se viver intensamente esse momento. Devido à possibilidade de exposição a um números elevados de doenças, especialmente aquelas que são sexualmente transmitidas, o Hospital de Amor alerta sobre esses riscos para quem vai curtir a folia.

Você sabia que os diagnósticos de HPV (sigla em inglês para ‘Papilomavírus humano’ – nome genérico de um grupo de vírus que engloba mais de cem tipos diferentes, que pode provocar a formação de verrugas na pele e nas regiões oral, anal, genital e da uretra, e podem ser precursoras de tumores malignos) aumentam em datas festivas como o carnaval?

De acordo com o coordenador do programa de prevenção de câncer do Instituto de Prevenção do HA, Dr. Júlio César Possati Resende, a possibilidade de maior exposição dos indivíduos a relações sexuais ocasionais e, principalmente, sem proteção durante o período de festas de carnaval, aumenta os riscos de se contrair infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). “A infecção pelo Papilomavírus humano representa uma das mais frequentes ISTs e, por isso, todos devem estar atentos às medidas de prevenção e não abrir mão do uso de preservativos durante as relações”, afirmou.

Todo cuidado é pouco quando o assunto é saúde e a prevenção contra os perigos aos quais as pessoas são expostas nas festas.

Para a maioria dos indivíduos, o HPV não apresenta qualquer sintoma após o primeiro contato e apresenta taxas semelhantes de infecção para homens e mulheres. Entretanto, algumas pessoas podem apresentar verrugas na região genital, que se desenvolvem após cerca de 1 e 2 semanas após o contato e que, normalmente, desaparecem espontaneamente com menos de 15 dias. “Ao identificar essas lesões, o indivíduo deve procurar atendimento médico para detalhamento do diagnóstico e acompanhamento adequado”, relatou o médico.

O principal risco das infecções por HPV se dá à longo prazo, quando o organismo não consegue bloquear a ação viral e ela se torna persistente, principalmente entre as mulheres com infecções, onde há o risco de desenvolvimento das chamadas lesões intraepiteliais, cujo colo do útero é o principal local acometido. Vale ressaltar que, em alguns casos, essas lesões serão precursoras e, após aproximadamente 10 anos, poderão evoluir para o câncer do colo uterino.

Prevenção
Segundo o ginecologista, a principal medida de prevenção à infecção pelo HPV é o uso de preservativos em todas as relações sexuais (já que a camisinha protege também contra outras doenças e aquela gravidez indesejada no carnaval). Outra forma muito eficaz de se prevenir a doença é a vacinação contra o vírus, que deve ser administrada para meninas de 9 a 14 anos, para meninos de 11 a 13 anos, e que está disponível nos postos de vacinação da rede pública de saúde. “A vacina não evita que você pegue a doença, mas apresenta ao seu corpo as partículas do vírus para que ele saiba como se defender, caso a pessoa tenha o contato com o HPV”, explicou Resende.

Antes de vestir sua fantasia e se jogar nos bloquinhos, atente-se a todos os cuidados que devem ser tomados. Bom divertimento!

Fique atento!
Entre tantas outras ISTs que podem ser adquiridas nesta época de carnaval, é importante destacar ainda duas em especial: Sífilis e HIV. Ambas podem evoluir para quadros graves se não diagnosticadas precocemente, inclusive, levando à morte em casos mais agressivos e de difícil controle. “É fundamental estarmos atentos para as medidas de prevenção, e o uso do preservativo é ato de responsabilidade e garantia de saúde”, finalizou o médico.
Portanto, antes de vestir sua fantasia e se jogar nos bloquinhos, atente-se a todos os cuidados que devem ser tomados:
– Mantenha-se hidratado;
– Cuide da sua alimentação;
– Use e abuse do protetor solar;
– Opte por roupas leve e confortáveis;
– Tome cuidado com seu copo;
– Esteja com os documentos em mãos e protegidos;
– Opte por andar em grupo e nunca sozinho(a);
– Saiba ouvir e falar ‘não’;
– Use preservativo;
– Seja feliz.

O cuidado com a saúde mental é um assunto que está cada vez mais em evidência, inclusive, no ambiente de trabalho. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão ocupa o 1º lugar no ranking de doenças, quando considerado o tempo vivido com incapacitação ao longo da vida (11,9%). A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) relatou, em relatório apresentado em 2019, que o Brasil apresenta as maiores taxas de incapacidade causada por depressão (9,3%) e ansiedade (7,5%) do continente americano. Diante desses dados preocupantes, é extremamente necessário instituir uma política de prevenção. Sabendo do aumento do índice de pessoas afetadas, o governo federal publicou em abril do ano passado, a Lei nº 13.819/2019, que regulamenta a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, que estimula ainda mais iniciativas que promovem o bem-estar e a saúde mental.

Durante o Janeiro Branco, ocorreram diversas atividades referentes à saúde mental, destinadas para os colaboradores das duas instituições, que participaram de palestras, atividades de pinturas lúdicas e ginástica laboral.

Com o intuito de realizar ações ligadas ao autocuidado e inspirado pela campanha ‘Janeiro Branco’, o Grupo de Trabalho de Humanização do Hospital de Amor promoveu a 1ª “Semana de Conscientização da Saúde Mental”, nos dias 20, 21, 22 e 23 de janeiro, na Santa Casa de Misericórdia de Barretos e na unidade adulta do HA. Durante a programação, ocorreram diversas atividades referentes à saúde mental, destinadas exclusivamente para os colaboradores das duas instituições, que participaram de palestras, atividades de pinturas lúdicas e ginástica laboral.

Segundo a psicóloga da instituição, Dra. Mariana Ducatti, foi a primeira vez que o HA participou da campanha ‘Janeiro Branco’, por isso, ficou definido que a ação seria voltada apenas para os funcionários e não para os pacientes, que já contam com o apoio da equipe de psicólogos do hospital. A campanha, que teve como tema “Diferentes Tipos de Cuidado”, foi promovida em parceria com os alunos do curso de psicologia, da Faculdade Barretos.

A iniciativa ‘Janeiro Branco’ foi criada em 2014, em Uberlândia (MG), por um grupo de psicólogos. A mobilização já ganhou amplitude mundial, alcançando países como Estados Unidos, Japão e Portugal. Inicialmente, o propósito da ação era convidar a população para discutir sobre felicidade e qualidade de vida. Agora, possui uma amplitude maior: janeiro foi escolhido por representar, de maneira simbólica, um mês de renovação e de novos projetos pessoais e profissionais.

Luis Roberto Toneti é um dos voluntários que oferece sessões de reiki no Instituto de Prevenção para as pacientes.

Diferentes tipos de cuidado
A palestra ‘Diferentes tipos de cuidado: como identificar e como se cuidar’, ministrada por alunos do curso de psicologia e que abriu as atividades no dia 20, teve como objetivo apresentar a campanha “Janeiro Branco” e dar dicas de autocuidado. Simultaneamente, os colaboradores tiveram acesso a sessões de reiki, oferecidas por voluntários.

Luis Roberto Toneti é um dos voluntários da Associação Voluntária de Combate ao Câncer (AVCC) e atua no Hospital de Amor há quatro anos. Desde 2019, ele oferece sessões no Instituto de Prevenção para as pacientes. “O reiki é uma energia de amor e nós percebemos que tudo o que é feito para os pacientes no hospital, é feito com muito zelo. Nós trabalhamos com amor e sabemos que os colaboradores da instituição têm essa missão: tratar todas as pessoas com esse sentimento. Sendo assim, nós temos o intuito de oferecer boas energias para todos”, afirmou Luís, que percebeu ótima receptividade por parte dos colaboradores.

Ao todo, 32 funcionários participaram das sessões, dentre eles, a recepcionista Lúcia Helena Domingos, que atua na instituição há sete anos. Ela, que afirmou ter saído energizada da sua primeira experiência com a técnica, também participou da ginástica laboral, no dia 22. “Adorei fazer os exercícios e espero que esta atividade possa continuar. A ginástica laboral é muito importante para ajudar a gente a relaxar e melhorar a postura”, ressaltou. No mesmo dia, a Dra. Mariana apresentou para os líderes do HA a Lei nº 13.819/2019, e aproveitou para tirar dúvidas sobre o tema.
Já a participação da equipe de terapeutas ocupacionais de ambas instituições ocorreu no dia 21, quando os profissionais preparam um momento de relaxamento durante os exercícios lúdicos, com direito a pintura e momentos de reflexão.

Caroline Krauser é enfermeira do departamento de psiquiatria do HA e instrutora de terapia cognitiva baseada em mindfulness.

Para encerrar o evento, a enfermeira do departamento de psiquiatria do Hospital de Amor e instrutora de terapia cognitiva baseada em mindfulness, Caroline Krauser, foi convidada para falar sobre mindfulness e o seus benefícios, no dia 23, no Centro de Eventos Dr. Paulo Prata. “Mindfulness pode nos ajudar de diversas maneiras e em várias situações. Hoje, a ciência mostra que a técnica é eficaz para prevenção de sintomas depressivos, ligados à ansiedade, dor crônica, para redução do estresse e melhora da qualidade de vida, e para quem deseja estabelecer uma relação mais consciente e saudável com seus pensamentos e sentimentos”, relatou a especialista, que aplicou algumas técnicas durante a sua apresentação.

Caroline também enfatizou sobre a importância de ações focadas no bem-estar e na saúde mental. “Existem diversas campanhas de prevenção de câncer na instituição, o que é de extrema importância. Porém, nunca havíamos falado sobre saúde mental para os colaboradores. Só das pessoas perceberem o impacto da saúde mental em suas vidas e de poderem falar sobre isso no local de trabalho, já é um começo incrível”, declarou a enfermeira.

Para Laura Nunes, encarregada de hotelaria e líder do Grupo de Trabalho de Humanização, a ação foi um sucesso, pois possibilitou a integração da equipe e o surgimento de novas ideias e possíveis projetos, que poderão ampliar ainda mais o trabalho do grupo no HA ao longo do ano.

A mobilização já ganhou amplitude mundial, alcançando países como Estados Unidos, Japão e Portugal. Inicialmente, o propósito da ação era convidar a população para discutir sobre felicidade e qualidade de vida. Agora, possui uma amplitude maior: janeiro foi escolhido por representar, de maneira simbólica, um mês de renovação e de novos projetos pessoais e profissionais.

O câncer de cabeça e pescoço compreende os tumores que atingem a cavidade nasal, seios da face, boca, laringe e faringe. Como a boca e a garganta são órgãos essenciais para o ser humano, pois participam de vários processos importantes, como a respiração, fala, alimentação, mastigação e deglutição, é preciso conhecer os sinais e sintomas desta doença, que hoje representa a segunda maior incidência em homens brasileiros. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o ano de 2018 apresentou uma estimativa de 14.700 novos casos de tumor de boca (lábios e interior da cavidade oral) e 7.670 de laringe.

Uma ferida na boca que não cicatriza, um sangramento sem motivo aparente, um corrimento nasal malcheiroso que não passa, rouquidão e nódulos no pescoço podem ser sinais de câncer de cabeça e pescoço e precisam ser investigados com urgência.

O que é o câncer de boca?
Normalmente, o câncer de boca se apresenta como uma ferida que não cicatriza, podendo ser dolorosa ou não. Pode ocorrer nos lábios, no revestimento interno da boca (mucosa bucal), nas gengivas, na língua, na parte da boca que fica debaixo da língua (assoalho da boca), o céu da boca (palato duro) e a área atrás dos dentes do siso (conhecido como trígono retromolar).

O que é câncer de garganta?
A garganta é um termo popular que engloba as regiões da orofaringe, hipofaringe e laringe.

O câncer orofaríngeo é o que se desenvolve na parte da garganta localizada atrás da boca. Essa região inclui a base da língua (a parte de trás da língua), o palato mole, as amídalas, os pilares, as paredes laterais e posteriores da orofaringe.

A hipofaringe é a região da faringe que se localiza inferiormente à orofaringe e fica atrás da laringe (caixa da voz ou ‘Pomo de Adão’), que é um órgão que contém as pregas vocais, responsável pela produção da voz, que se fecha quando comemos e se abre quando respiramos.

Uma ferida na boca que não cicatriza, um sangramento sem motivo aparente, um corrimento nasal malcheiroso que não passa, rouquidão e nódulos no pescoço podem ser sinais de câncer de cabeça e pescoço e precisam ser investigados com urgência.

Quais são os fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço?
• Álcool: assim como em outros tipos de câncer, o consumo frequente de álcool e o alcoolismo são fatores que aumentam o risco de aparecimento destas lesões.

• Tabaco: o tabagismo (hábito de fumar) é o principal fator isolado que causa o câncer de cabeça e pescoço. Parar com o tabagismo é uma medida fundamental para reduzir o risco de se desenvolver uma neoplasia de cabeça e pescoço.

• Infecções virais pelo vírus do papiloma humano (HPV): o HPV é um vírus transmitido principalmente pelas relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, no pênis, no ânus, colo de útero, cavidade oral e orofaringe. Em alguns casos, essa lesão pode estar presente também na pele, nas cordas vocais (laringe) e no esôfago. Estas lesões são associadas com o aparecimento do câncer nestas regiões.

• Infecções do vírus de Epstein-Bar (EBV): é um vírus que infecta os linfócitos B e afeta a grande maioria dos seres humanos. No entanto, somente alguns indivíduos adquirem a mononucleose infecciosa – uma manifestação do vírus transmitida por contato com outras salivas. Sendo assim, transmitido massivamente pelo beijo. Em sua manifestação aguda, pode causar febre, dor de garganta, mal-estar e fadiga. Sua exposição crônica (e mais rara) pode estar carregada de oncogenes que aumentam a permanência de alguns tipos de células, gerando a probabilidade de ocorrer carcinomas da nasofaringe, linfoma de Burkitt ou de Hodgkin.

• Bebidas quentes: por agredir as células da mucosa, o consumo de bebidas ou comidas muito quentes torna-se um fator de risco secundário. O consumo diário e prolongado de bebidas tradicionalmente servidas em temperaturas altas (como o chimarrão, por exemplo) aumenta o risco de câncer de boca, assim como, o câncer de esôfago.

• Exposição excessiva ao sol: é a grande responsável pelo aparecimento do câncer de pele na região da cabeça e pescoço.

Após identificar algum sintoma e sua permanência, é indicada a realização de uma consulta com um médico de confiança. Nesse caso, o profissional deverá solicitar outros exames para confirmar ou não o diagnóstico.

Como prevenir o câncer de cabeça e pescoço?
• Boa higiene bucal: escovar bem os dentes, ter próteses dentárias bem ajustadas e o acompanhamento regular de um dentista é muito importante, pois poderá ser detectado precocemente uma lesão suspeita na cavidade oral.

• Tabagismo: não fumar charuto, cachimbo, cigarro ou derivados é a melhor maneira de evitar a maioria dos cânceres de boca, faringe e laringe.

• Álcool: evitar o uso de bebidas alcoólicas é outro método preventivo efetivo muito importante.

• Dieta: uma dieta balanceada, a base de vegetais como cenoura, abóbora, espinafre, couve, batata doce e frutas como mamão (todas essas ricas em betacaroteno) é uma medida protetiva. Um bom consumo de proteínas e minerais também é um fator preventivo.

• Cuidados na exposição solar: usar protetor solar, boné, chapéu ou outro tipo de proteção quando ficar exposto ao sol, pode prevenir o câncer de pele na face, couro cabeludo e pescoço.

Quais são os sinais e sintomas do câncer de boca e garganta?
Ao identificar a existência de algum dos sintomas e sua permanência por mais de duas semanas, é indicada a realização de uma consulta com um médico de confiança. Nesse caso, o profissional deverá solicitar outros exames para confirmar ou não o diagnóstico.

Muitos desses sinais e sintomas podem ser causados por outros tipos de câncer ou por doenças menos graves e benignas. Mas, quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, maiores as chances de cura. Veja abaixo os sintomas que você deve ficar atento para prevenir um câncer de boca ou garganta:

– Ferida na boca sem cicatrização (sintoma mais comum);
– Dor na boca que não passa (também muito comum, mas em fases mais tardias);
– Nódulo persistente ou espessamento na bochecha;
– Área avermelhada ou esbranquiçada nas gengivas, língua, amídala ou revestimento da boca;
– Irritação, dor na garganta ou sensação de que alguma coisa está presa ou entalada na garganta;
– Dificuldade ou dor para mastigar ou engolir;
– Dificuldade ou dor para mover a mandíbula ou a língua;
– Inchaço da mandíbula que faz com que a dentadura ou prótese perca o encaixe ou incomode;
– Dentes que ficam frouxos ou moles na gengiva ou dor em torno dos dentes ou mandíbula;
– Mudanças persistentes na voz ou respiração ruidosa;
– Caroços no pescoço;
– Perda de peso;
– Mau hálito persistente.

Quais são os tumores malignos relacionados a cavidade bucal?
Carcinoma Espinocelular
Mais de 90% dos cânceres de boca e garganta são carcinomas de células escamosas, também chamados de carcinomas espinocelulares ou ainda, carcinomas epidermóides. Tratam-se de células escamosas achatadas, que normalmente revestem a cavidade bucal e a garganta. A forma inicial do carcinoma de células escamosas é chamada de carcinoma in situ, isto é, o câncer só está presente nas células da camada de revestimento, chamada de epitélio, e não invade as camadas mais profundas. Um carcinoma espinocelular invasivo significa que as células do câncer penetraram em camadas mais profundas da cavidade bucal e da orofaringe.

Carcinoma Verrugoso
O carcinoma verrugoso é uma variante do carcinoma espinocelular que responde por menos de 5% dos tumores da boca. É um câncer de baixa agressividade, que raramente produz metástases, mas que pode se espalhar profundamente pelos tecidos vizinhos. A remoção cirúrgica do tumor com boa margem de tecidos ao redor, é recomendada nesses casos.

Quais são os tumores relacionados à região do pescoço?
Os tumores malignos do pescoço podem ser primitivos (quando têm a origem no próprio pescoço) ou secundários (metastáticos, ou seja, que surgiram em outros órgãos e se disseminaram para o pescoço.) Qualquer tecido presente no pescoço pode originar um tumor, principalmente na faringe, laringe e tireoide. Há outros tipos de tumores específicos na região do pescoço:

Linfoma de Hodgkin
Trata-se de um tumor maligno originado no tecido linfático. Ele possui um crescimento lento, indolor, podendo gerar febre e perda de peso. Os linfonodos (os “caroços”, também conhecidos como ínguas) têm forma assimétrica, tornando-se parecidos com um “cacho-de-uvas” São dotados de uma superfície lisa e com limites definidos.

Linfoma não-Hodgkin
São linfonodos mais evoluídos, com formas simétricas no pescoço, podendo atingir cadeias linfáticas não relacionadas. Atinge e prejudica o tecido linfático do pescoço, apresentando infiltrações ou lesões nodulares submucosas com cor vermelha ou vinho. Podem estar distribuídos nos dois lados do pescoço, com uma consistência dura, fixa e indolor com infiltração para o tecido celular subcutâneo e pele.

Como realizar o diagnóstico de câncer de garganta?
Muitos casos de câncer de boca e garganta podem ser diagnosticados precocemente durante exames médicos ou dentários de rotina. Alguns cânceres produzem sintomas logo no início, levando o paciente a procurar o médico. Mas, infelizmente, muitos casos só provocam sintomas quando atingem um estágio avançado ou então, causam sintomas que parecem ser de outro problema, como dor de dente, por exemplo.
– Check-ups dentários regulares: que incluem o exame da boca, são importantes para a detecção precoce de lesões pré-cancerosas do câncer de boca e de garganta.

– Exames físicos: o médico examina o pescoço para poder checar a tireoide, a laringe e os linfonodos para checar se há algum tipo de caroço ou algo irregular ao engolir.

– Laringoscopia indireta: para este exame, o médico utiliza um espelho pequeno para chegar à sua garganta, analisando se há alguma área anormal e o movimento das cordas vocais. É um exame simples e indolor.

– Laringoscopia direta: é realizada a inserção de laringoscópio (um tubo fino e com luz) através de seu nariz ou sua boca para conseguir auxiliar a ver áreas que o espelho não alcança em sua garganta. A aplicação de uma anestesia local e um sedativo ajuda a prevenir qualquer tipo de engasgo e desconforto durante o exame. A anestesia geral também pode ser utilizada para fazer a pessoa dormir. Este exame pode ser feito tanto em uma clínica, como em um hospital.

– Tomografia computadorizada ou CT Scan: para realizar esse exame, o paciente, provavelmente, receberá um contraste para a laringe e o pescoço para que possa aparecer qualquer tipo de alteração ou neoplasia de uma forma clara nas fotos geradas pelo aparelho.

– Biópsia: a biópsia consiste em uma remoção do tecido supostamente cancerígeno para que as células desse material sejam analisadas por um patologista. Para a realização deste exame é utilizada a anestesia local ou a geral e a coleta do material ocorre pelo laringoscópio.

Para realizar o diagnóstico de câncer de boca, o médico ou o dentista verifica o céu da boca, o assoalho da boca, a parte interior dos lábios, das bochechas, linfonodos, a parte de trás da garganta e a língua do paciente.

Como realizar o diagnóstico de câncer de boca?
No caso do paciente possuir algum sintoma que possa sugerir o câncer oral, o médico ou o dentista checam a boca e a garganta dele, procurando anormalidades, caroços ou outros problemas. Neste exame, é verificado o céu da boca, o assoalho da boca, a parte interior dos lábios, das bochechas, linfonodos, a parte de trás da garganta e a língua (em sua extensão e laterais).

Se após esses exames, não for diagnosticado nada e os sintomas persistirem, é necessário procurar um médico especializado, como um otorrinolaringologista. Se o câncer oral for diagnosticado, é preciso que se descubra qual o seu estágio para iniciar o tratamento. É necessário verificar se as células cancerígenas não atingiram outros órgãos, realizando assim, o que se chama de metástase de câncer oral.

– Raios-X: esse exame é suficiente para poder identificar se o câncer se espalhou para outros locais da face.

– Tomografia computadorizada ou CT Scan: após uma injeção de contraste, esse exame funciona conectado a um computador que realiza imagens em raio-x. Ele é eficiente para mostrar se outro órgão foi acometido pela doença.

– Ressonância Magnética: instrumento que também realiza imagens detalhadas do corpo, mostrando se o câncer oral se espalhou.

– Endoscopia: o conhecido método funciona através de um fino e iluminado tubo que pode mostrar a sua garganta, a traqueia e os pulmões. Uma anestesia local pode ser utilizada para evitar o desconforto, dores e impedir engasgamentos.

Como ocorre o tratamento de cabeça e pescoço?
– Cirurgia: a cirurgia é o tratamento mais utilizado para o câncer de cabeça e pescoço, podendo ou não ser realizado em combinação com a radioterapia. A recuperação acaba sendo diferente para cada paciente e, por ser uma área sensível do corpo, as dores podem estar presentes nos primeiros dias depois do procedimento. Os medicamentos específicos para aliviar as dores devem ser discutidos com os médicos que estão cuidando do caso.
Depois da cirurgia, a face pode parecer diferente e a recuperação depende exclusivamente do tipo e da extensão do tumor. Tumores pequenos, geralmente, não costumam causar nenhuma alteração, mas no caso de tumores maiores, é necessário remover parte da mandíbula, dos lábios, do palato ou da língua. Nesses casos, existem cirurgias plásticas ou reconstrutivas que podem ser feitas para melhorar o aspecto visual. Assim como a cirurgia plástica, o acompanhamento de uma fonoaudióloga pode ajudar na recuperação da habilidade de mastigar, engolir ou falar – ações que podem ter sido afetados pela cirurgia.

– Quimioterapia e Radioterapia: a quimioterapia para câncer oral, geralmente, é aplicada nas veias, podendo ter associação com a radioterapia simultaneamente. Dependendo do tratamento e das reações, é necessário que o paciente fique um tempo no hospital.
Cada tipo de tratamento gera um tipo de reação, pois depende muito do tipo de medicação aplicada e da quantidade. Esses fatores podem resultar em dores na boca, boca seca, efeitos colaterais, infecção e mudanças no paladar. Os medicamentos acabam gerando esse tipo de reação, porque, além de eliminar algumas células cancerígenas com crescimento rápido, algumas drogas anticâncer podem causar danos as células normais que também se dividem rapidamente. Entre os efeitos colaterais, alguns podem ser os mais comuns:
• Células sanguíneas: quando o paciente está realizando quimioterapia, os níveis de células sanguíneas saudáveis diminuem, fazendo com que a pessoa se sinta cansada, fraca e com possibilidade maior de contrair uma infecção. A equipe médica responsável acompanha o quadro clínico para entender se é necessário alterar a quantidade da quimioterapia ou reduzir a dose da droga.

• Raízes do cabelo: embora a quimioterapia possa causar queda de cabelo, saiba que ele irá crescer novamente, mas pode alterar a coloração e a textura.

• Trato digestivo: a quimioterapia para tratar câncer oral pode causar a perda do apetite, náusea, vômitos, formigamento nas mãos e nos pés, diarreia e feridas nos lábios. A equipe de saúde pode dar medicamentos e sugerir outras maneiras de ajudar com esses problemas. Esses efeitos podem ocorrer no começo do tratamento ou no período após seu término.

– Terapia-Alvo: o câncer de cabeça e pescoço pode se utilizar de um tipo de terapia específica, junto da radioterapia e a quimioterapia. Essa prática utiliza um medicamento que inibe as células do câncer oral, interferindo no crescimento dessa célula e impedindo a metástase da doença. Durante a utilização do remédio, algumas pessoas podem apresentar reações alérgicas como febre, dor de cabeça, diarreia e vomito.

Como devo me alimentar após ter um câncer oral?
Após passar por uma cirurgia e um tratamento do câncer oral, a dieta adquire um papel importante na recuperação. As dificuldades para alimentar-se podem aumentar e problemas de deglutição, vômitos, náusea, indisposição, boca seca e falta de apetite podem ocorrer. Portanto, é muito importante relatar os problemas para a equipe médica, pois ela pode oferecer alternativas que podem melhorar a qualidade de vida.

Abaixo, uma lista para escolher os alimentos certos de acordo com seus sintomas:

• Boca machucada: evitar comidas pontudas e duras, como batatas chips.

• Boca seca: o ideal é o consumo de comidas macias com molhos, caldos, sopas, milk-shakes ou vitaminas. Manter a boca seca aumenta o risco de cáries dentárias.

• Problemas em engolir: o médico e/ou o nutricionista irão encaminhar uma dieta específica e sugerir a alimentação por um tubo ligado ao estômago, através de uma incisão no abdômen ou que coma os alimentos na forma líquida.

– Reconstrução: muitas pessoas com câncer oral precisam fazer cirurgias plásticas corretivas ou a reconstrução de uma parte do corpo. Para realizar esse procedimento, pode-se reconstruir a parte afetada com músculos, ossos e tecidos deslocados de uma parte do corpo para outra. Para todos os tipos de cirurgias de reconstrução, é preciso sempre consultar um cirurgião plástico depois que o tratamento para câncer oral começar. É possível realizar a reconstrução simultaneamente com o tratamento ou realizar o procedimento depois de terminá-lo. É sempre necessário conversar com o médico responsável pelo tratamento.

– Reabilitação: se o câncer oral interferir na fala, deve-se procurar um fonoaudiólogo para auxiliar. Com exercícios diários, a voz e a habilidade para falar irão retornar. Alguns pacientes vão precisar de próteses para que eles possam falar e comer.

Como ter uma vida saudável após ter câncer de cabeça e pescoço?
Após a cirurgia e os diversos tipos de tratamento, é essencial realizar exames periódicos de boca, garganta e pescoço para notar se há algo errado ou se alguma mudança no tratamento se faz necessária. Esses testes podem incluir um exame físico, testes sanguíneos, raios-x do peito, entre outros. Parar com o consumo de álcool e de cigarro diminui o risco de aparecer um novo tipo de câncer e outros problemas de saúde.

Como a boca e a garganta são órgãos essenciais para o ser humano, pois participam de vários processos importantes, como a respiração, fala, alimentação, mastigação e deglutição, é preciso conhecer os sinais e sintomas desta doença, que hoje representa a segunda maior incidência em homens brasileiros.
O câncer de estômago é o crescimento de células anormais no órgão desse sistema digestivo e pode ocorrer em qualquer local de sua extensão.

Você sabia que, no Brasil, o câncer de estômago é o quarto tipo mais frequente entre os homens e o sexto entre as mulheres? E que sua estimativa de novos casos, de acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), é de 21.290, sendo 13.540 em homens e 7.750 em mulheres? Mas afinal, qual a função do estômago e sua importância para o corpo humano?

O estômago é um órgão em forma de “J”, situado na parte superior do abdômen. Faz parte do sistema digestivo, cuja responsabilidade é processar os alimentos ingeridos, extraindo deles nutrientes (vitaminas, minerais, carboidratos, gorduras, proteínas e água). Os alimentos são conduzidos da garganta para o estômago, através de um tubo oco e muscular, chamado esôfago. Após deixar o estômago, os alimentos parcialmente digeridos passam para o intestino delgado e depois para o intestino grosso (cólon).

A parede do estômago é constituída por três camadas de tecido: a camada mucosa (que fica em contato com os alimentos), a camada muscular (camada média), e a camada serosa (externa, a que reveste o estômago).

E o que é o câncer do estômago?
O câncer de estômago (ou câncer gástrico) é o crescimento de células anormais no órgão desse sistema digestivo e pode ocorrer em qualquer local de sua extensão. Grande parte desse tipo de tumor ocorre na camada mucosa, surgindo na forma de pequenas lesões irregulares, com ulcerações (rompimento do tecido) – características de cânceres ou tumores malignos. Conforme a evolução da doença, essas células cancerígenas vão gradualmente substituindo o tecido normal do órgão, migrando para outras partes, podendo até chegar a outros lugares do organismo.

Com o pico de incidência em pessoas do sexo masculino de idade mais avançada (cerca de 65% dos pacientes diagnosticados com idade superior a 50 anos), o câncer de estômago se apresenta como o terceiro mais frequente entre homens e o quinto entre as mulheres. Dados do INCA revelam que o número de mortes por esse tipo de tumor chega a 14.314, sendo 9.207 em homens e 5.107 em mulheres.

Tipos de câncer de estômago
Os tumores de estômago se apresentam em três diferentes tipos: o adenocarcinoma – responsável por 95% dos tumores; o linfoma – diagnosticado em 3% dos casos; e o leiomiossarcoma – com início em tecidos que dão origem aos músculos e aos ossos.

Adenocarcinoma – é um tipo de câncer que possui características secretórias, se originando em tecidos glandulares.
Linfoma – é um tipo de câncer que tem origem nos linfonodos (gânglios) por todo o corpo, principalmente no timo, baço, amídalas, medula óssea e tecidos linfáticos no intestino. Assim como outros tipos de linfomas, eles são divididos em subtipos entre Linfoma de Hodgkin e Linfoma Não Hodgkin.
O linfoma do estômago apresenta uma incidência baixa (3%), podendo ser dividido em dois tipos:
– Linfoma Gástrico MALT: um tipo de linfoma associado à mucosa constituída por células pequenas e com baixo grau de malignidade.
– Linfoma de células grandes: com alto grau de malignidade, porém, com uma incidência muito rara (quando comparado ao primeiro).
Leiomiossarcoma – é um dos tumores benignos da musculatura lisa do estômago, geralmente também localizado em qualquer outro órgão. Sua incidência é baixa.

Pólipos Gástricos
É o nome dado a um crescimento anormal de um tecido proveniente de uma membrana mucosa. Desenvolve-se nas cavidades de uma mucosa, podendo ter diferentes constituições e formatos. No estômago, os pólipos podem ser divididos em Adenoma e Pólipos Hiperplásicos.

– Adenoma: consiste em nódulos de epitélio displásico. Ocorrem quase que exclusivamente no antro (porção inicial do estômago), fazendo parte da Síndrome de Gardner (um transtorno genético que ocasiona a presença de múltiplos pólipos) ou gastrite crônica atrófica (condição em que as células da mucosa do estômago são diminuídas, prejudicando a produção do ácido gástrico responsável pela digestão dos alimentos).

A maioria dos carcinomas associados ao adenoma gástrico são maiores que 2 cm de diâmetro. Acredita-se que são necessários 10 a 15 anos para um adenoma se transformar em carcinoma.

– Pólipos Hiperplásicos: são os mais comuns pólipos do estômago (50 a 90% dos pólipos gástricos) e dois terços deles ocorrem no antro (porção inicial do estômago). A anormalidade básica é a hiperplasia (aumento excessivo do número de células) e eles se desenvolvem na mucosa gástrica atrófica. Pode haver associação com o Helicobacter pylori (também conhecido como ‘H. Pylori’). O tratamento é a remoção endoscópica ou cirúrgica.

Tumores carcinoides
Representam 3% de todos os tumores carcinoides gastrointestinais. Existem três subtipos desse tumor no estômago:

– Carcinoide associado com gastrite atrófica crônica do tipo A com ou sem anemia perniciosa.
A gastrite do tipo A é causada por anticorpos contra as células parietais e o fator intrínseco, agindo na mucosa fúndica, causa atrofia glandular acloridria e eventualmente anemia perniciosa.

– Carcinoide associado com a síndrome de Zollinger-Ellison.
A síndrome de Zollinger-Ellison é o nome dado ao distúrbio causado por níveis excessivos do hormônio gastrina. A presença excessiva deste hormônio, por sua vez, faz o estômago produzir ácido clorídrico em excesso.

Esse distúrbio pode gerar um tipo de tumor que representa 8,6% dos tumores carcinoides gástricos e ocorrem quase que exclusivamente em pacientes com síndrome MEN-1 (Neoplasia Endócrina Múltipla). A hipergastrinemia está associada ao gastrinoma no pâncreas. O tratamento consiste em remover o gastrinoma ou a gastrectomia total.

– Tumor carcinoide de forma esporádica.
Não associados ao excesso de gastrina, esse tipo corresponde a 25% dos tumores carcinoides gástricos e têm um prognóstico pior que os tumores carcinoides associados à gastrite atrófica crônica e a síndrome de Zollinger-Ellinson. Como os tumores geralmente são grandes e a doença mais avançada, o tratamento necessita de cirurgia associada a radio e quimioterapia.

Sintomas do câncer de estômago
Estes sintomas podem caracterizar o câncer gástrico, mas outras condições ou doenças também podem causar os mesmos sintomas.

– Dor epigástrica (região central do abdômen – “boca do estômago”);
– Sensação de “estômago cheio” após as refeições e perda do apetite durante as refeições;
– Emagrecimento;
– Vômitos;
– Vômitos com sangue;
– Azia intensa;
– Diarreia;
– Constipação;
– Fadiga e Fraqueza;
– Fezes com sangue ou muito escurecidas (tipo borra de café);
– Dificuldade para se alimentar.

Deve-se tomar cuidado, pois esses sintomas muitas vezes não são percebidos pelos pacientes e só se tornam evidentes quando o tumor atinge um tamanho suficiente para diminuir o espaço de passagem do alimento.

Existem sintomas comuns em estágios avançados, como o emagrecimento intenso (caquexia) e pele e olhos amarelados pelo acúmulo do material metabólico de bilirrubina (icterícia). O paciente com câncer de estômago em estágios avançados também pode sentir dor quando o estômago é palpado.

Se você notar a persistência de qualquer desses sintomas, é necessário procurar um médico especialista na área gástrica, como um gastroenterologista.

Prevenção de câncer de estômago
Por ser um órgão que recebe diretamente os alimentos, a dieta é um fator essencial para a prevenção do câncer de estômago. O consumo excessivo de certos tipos de alimentos, suas conservações e a ausência de alguns deles, podem colaborar com a formação de um tumor.

Abaixo, relacionamos quais são essas condutas alimentares:
– Evitar a ingestão excessiva de nitritos e nitratos: os nitritos e nitratos podem ser encontrados em carnes e peixes em que se utiliza o método secagem para sua preservação – utilizado, por exemplo, em alimentos defumados. O nitrito, ao ser recebido no estômago, transforma-se em nitrosaminas, substâncias altamente cancerígenas.
– Evitar o consumo excessivo de alimentos enlatados, defumados, corantes ou alimentos conservados em sal.
– Evitar o consumo de alimentos guardados fora da geladeira ou mal conservados.
– Evitar o consumo de água com poços com altas concentrações de nitrato.
– Evitar uma alimentação carente das vitaminas A e C.
– Consumir carnes e peixes regularmente.
– Consumir frutas e verduras frescas, contendo ácido ascórbico e beta caroteno.

Esses elementos são benéficos por evitar que os nitritos se transformem em nitrosaminas.

Fatores de risco de câncer de estômago
Os fatores de risco para câncer gástrico incluem:

– Infecção do estômago por Helicobacter pylori (H. pylori), que são bactérias que vivem no estômago humano, responsáveis por alguns tipos de gastrite, úlcera e cancros. Seu formato permite atravessar com facilidade a camada de muco protetora do epitélio gástrico.
– Gastrite crônica (inflamação do estômago).
– Realização de cirurgia para úlcera.
– Anemia perniciosa: distúrbio que pode ocasionar facilitação ou dificuldade de absorção da vitamina B12 pelas células gástricas parietais (responsáveis pela liberação de ácido hidroclorídrico).
– Metaplasia intestinal: uma condição na qual o revestimento normal do estômago passa a ser do tipo de células que revestem o intestino.
– Polipose adenomatosa familiar (PAF): condição hereditária que gera inúmeros pólipos no intestino grosso.
– Pólipos gástricos.
– Tabagismo.
– Tabagismo associado ao consumo de álcool.
– Ter uma mãe, pai, irmã ou irmão que teve câncer de estômago.

Alguns exames e procedimentos podem ser utilizados no processo de estadiamento da doença, entretanto, nem todos são necessários a todos os pacientes.

Diagnóstico de câncer de estômago
O diagnóstico para esse tipo de câncer pode ser feito através de alguns exames:

– Exames de sangue (bioquímica): um procedimento em que uma amostra de sangue é coletada para medir a quantidade de certas substâncias liberadas no sangue, órgãos e tecidos do organismo. Uma quantidade alterada (superior ou inferior à normal) de uma substância pode ser um sinal de doença no órgão ou tecido que a produz. Nesse procedimento, o hemograma completo (um procedimento em que uma amostra do sangue é extraída e analisada) procura verificar:
– O número de glóbulos vermelhos (hemácias, que carregam o oxigênio), os glóbulos brancos (células de defesa) e plaquetas (responsáveis por ajudar a conter sangramentos).
– A quantidade de hemoglobina (proteína que transporta oxigênio) nas células vermelhas do sangue.

– Endoscopia: um procedimento para examinar o interior do esôfago, estômago e duodeno (primeira parte do intestino delgado), para verificar a ocorrência de áreas anormais. Um endoscópio (um tubo fino e iluminado) é passado através da boca e da garganta para o esôfago.

– Sangue oculto nas fezes: um teste para verificar a presença de sangue oculto nas fezes, que só pode ser visto com a ajuda de um microscópio. Pequenas amostras de fezes são colocadas em placas especiais e é feita a sua análise no laboratório.

– EED: é uma série de raios-x do esôfago e do estômago. O paciente bebe um líquido (contraste) que contém uma substância (bário) que os raios-X não conseguem atravessar, fazendo, desse modo, que seja possível enxergar melhor os órgãos a serem analisados. Este procedimento também pode ser chamado de seriografia gastrointestinal superior (seriografia do esôfago, estômago e duodeno) quando estes três órgãos são analisados.

– Biópsia: é a remoção de amostras de células ou tecidos para possibilitar a análise através de um microscópio, por um médico patologista, para verificar se há sinais de câncer ou algum outro tipo de doença. A biópsia geralmente é feita durante a endoscopia. Às vezes, uma biópsia pode mostrar alterações no estômago que não são câncer, mas que podem levar ao câncer.

– TC (Tomografia Computadorizada): é o exame no qual é feita uma série de imagens detalhadas de áreas no interior do corpo, tomadas de ângulos diferentes. As imagens são feitas por um computador ligado a uma máquina de raios-X. Um contraste pode ser injetado em uma veia, ingerido, ou ainda injetado através do reto para ajudar os órgãos ou tecidos a aparecem mais claramente.

Estadiamento do câncer de estômago
Alguns exames e procedimentos podem ser utilizados no processo de estadiamento da doença, entretanto, nem todos são necessários a todos os pacientes.

– Exames de β-hCG (Beta-gonadotrofina coriônica humana), CA-125 e CEA (Antígeno carcinoembrionário): são exames que medem os níveis de β-hCG, CA-125 e CEA no sangue. Essas substâncias são liberadas na corrente sanguínea, tanto por células sadias, quanto por células cancerígenas. Quando encontradas em quantidades mais elevadas do que normal, esses elementos podem representar um sinal de câncer gástrico ou outras doenças.

– Radiografia de tórax: é um raio X dos órgãos e ossos dentro do peito. Um raio-x é um tipo de raio de energia que pode atravessar o corpo e realizar um retrato de áreas dentro do corpo.

– Ultrassonografia endoscópica: é um procedimento em que um endoscópio é inserido no corpo, geralmente através da boca. Um endoscópio é um instrumento fino, de forma tubular, com uma luz e uma lente para a visão. A sonda na ponta do endoscópio é usada para produzir ondas sonoras de alta energia (ultrassom) e fazer ecos. Os ecos formam imagens dos tecidos do corpo possibilitando a avaliação do médico. Este procedimento também é chamado de endossonografia.

– TC (Tomografia Computadorizada): é o exame no qual são feitas uma série de imagens detalhadas de áreas no interior do corpo, tomadas de ângulos diferentes. As imagens são feitas por um computador ligado a uma máquina de raios-X. Um contraste pode ser injetado em uma veia, ingerido, ou ainda injetado através do reto para ajudar os órgãos ou tecidos a aparecem mais claramente.

– Laparoscopia: é um procedimento cirúrgico para olhar os órgãos dentro do abdômen para checar sinais de doença. Pequenas incisões (cortes) são feitas na parede do abdômen e um laparoscópio (um tubo fino e iluminado) é inserido em uma das incisões. Outros instrumentos podem ser inseridos através das incisões para realizar procedimentos, como a remoção de amostras de tecidos para pesquisas. Pode também, em alguns casos, realizar-se parte da cirurgia para tratamento por esse método.

– PET Scan (Tomografia por emissão de pósitrons scan): é um exame que combina a tomografia computadorizada e uma espécie de cintilografia. É utilizada uma substância radioativa (fluordesoxiglicose – FDG), que é injetada por uma veia e é mais absorvida por células tumorais, fazendo com que o câncer possa ser diagnosticado ou analisado com grande precisão.

Tratamento do câncer de estômago
Três tipos de tratamento são utilizados para o câncer de estomago. São eles:

– Cirurgia: é o tratamento mais comum para todos os estágios do câncer de estômago. Os seguintes tipos de cirurgia podem ser utilizados:
• Gastrectomia subtotal: remoção de parte do estômago que contém o câncer, linfonodos próximos, tecidos ou órgãos que possam estar acometidos pelo tumor.

• Gastrectomia total: remoção de todo o estômago, os linfonodos próximos, parte do esôfago, duodeno e outros tecidos próximos ao tumor. O baço pode ser removido. O esôfago é ligado ao intestino delgado para que o paciente possa continuar a comer e engolir. Se o tumor está obstruindo o estômago, mas o câncer não pode ser completamente removido por cirurgia, pode se realizar a colocação de uma prótese (um tubo fino e expansível), realizado através de endoscopia, a fim de manter uma passagem para o alimento.

– Radioterapia: a radioterapia é um tratamento contra o câncer que utiliza tipos de radiação para matar células cancerígenas ou impedi-las de crescer. Existem dois tipos de radioterapia: a terapia de radiação externa – a mais comum, que utiliza uma máquina para enviar radiação para o câncer; e a terapia de radiação interna (braquiterapia) – na qual a substância radioativa é colocada diretamente em contato com o tecido tumoral.

– Quimioterapia: um tratamento de câncer que usa medicamentos (remédios) para parar o crescimento das células cancerosas, matá-las ou impedi-las de se dividir. Quando a quimioterapia é tomada via oral ou injetada numa veia ou músculo, os remédios entram na corrente sanguínea e podem atingir as células cancerosas por todo o corpo (quimioterapia sistêmica). Quando a quimioterapia é colocada diretamente na coluna vertebral, um órgão ou uma cavidade do corpo, como o abdômen, as drogas afetam principalmente as células do câncer nessas áreas (quimioterapia regional). A forma como a quimioterapia é dada depende do tipo e estágio do câncer a ser tratado.

O câncer de estômago é o quarto tipo mais frequente entre os homens e o sexto entre as mulheres. E sua estimativa de novos casos, de acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), é de 21.290, sendo 13.540 em homens e 7.750 em mulheres.
30% de todos os tumores malignos diagnosticados no Brasil correspondem ao câncer de pele, que é o mais comum no país.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 30% de todos os tumores malignos diagnosticados no Brasil correspondem ao câncer de pele, que é o mais comum no país, com cerca de 176 mil novos casos por ano. Existem 2 tipos de câncer de pele: o câncer de pele não melanoma e o melanoma. Este segundo é o tipo menos frequente e apresenta um prognóstico menos favorável e um alto índice de mortalidade, por ser um câncer de pele mais agressivo. No entanto, quando há detecção precoce da doença, as chances de cura deste câncer são de mais de 90%.

Com o objetivo de promover o diagnóstico precoce do câncer de pele e orientar a população quanto as medidas necessárias para evitar este tipo de câncer, o HA promoveu uma ação especial, no dia 7 de dezembro, com o apoio de uma unidade móvel, na praça Francisco Barreto, em Barretos (SP). Médicas especialistas em dermatologia e uma equipe formada por enfermeiros e técnicos estavam à disposição para avaliar as pessoas com lesões de pele suspeitas para câncer de pele.

De acordo com a dermatologista do HA, Dra. Cristiane Cárcano, os sinais e sintomas do câncer de pele são muito variáveis. Porém, de um modo geral, alguns sinais de alerta para o câncer de pele são: a mudança na aparência de manchas de nascença, o crescimento rápido de alguma pinta ou de uma lesão de pele nova, a mudança na coloração ou na textura de um sinal ou de uma pinta. Outro cuidado importante também é atentar-se ao surgimento de feridas que sangram e que não cicatrizam.

Cuidados necessários e tratamento
A especialista afirma que evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação ultravioleta são as melhores estratégias para prevenir o câncer de pele. Segundo Cristiane, os grupos de maior risco para desenvolver o câncer de pele são as pessoas de pele clara, com sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros, as pessoas que trabalham expostas ao sol e aqueles com história familiar de câncer de pele. “Pessoas com histórico de queimaduras solares e aquelas que possuem muitas pintas também devem redobrar a atenção e os cuidados. Fique atento, pois as principais medidas de proteção são: usar chapéus, camisetas, óculos escuros; cobrir as áreas expostas ao sol com roupas apropriadas; evitar a exposição solar entre 10 e 16 horas; usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou de diversão. É importante utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Além de reaplicar o protetor solar a cada 2 horas ou menos, nas atividades de lazer realizadas ao ar livre. É importante observar regularmente a própria pele, ou seja, ficar atento ao surgimento de pintas ou sinais suspeitos; e sempre manter bebês e crianças protegidos do sol. Os filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses, e sempre consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo”, afirma a especialista.

A profissional esclarece ainda que o tratamento de câncer de pele varia conforme o tipo, o tamanho, a agressividade e a localização do tumor, bem como, a idade e o estado geral de saúde do paciente. Segundo a especialista, algumas opções de tratamento são a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia, a imunoterapia, o uso de medicações orais e em forma de cremes.

Parceria e Ação
A viabilização deste importante projeto só foi possível graças a uma parceria firmada com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que possibilitou que Hospital de Amor pudesse atuar com um posto de atendimento à população. Dra. Cristiane explica que a SBD fornece material de apoio para divulgar a campanha. Além disso, o HA também contou com o apoio das empresas Johnson & Johnson, L´Oréal Divisão Cosmética Ativa, Mantecorp e Galderma, que foram as patrocinadoras da campanha do câncer da pele de 2019 – ‘Dezembro Laranja’.

Durante todo o dia da ação, foram entregues amostras de protetor solar disponibilizadas pelas empresas parceiras. A equipe do Instituto de Prevenção do HA considera a ação um sucesso, uma vez que, após a realização da análise na pele de diversas pessoas, ao todo, 21 casos foram encaminhados para a realização de exames de biópsia.

Com o objetivo de promover o diagnóstico precoce do câncer de pele e orientar a população quanto as medidas necessárias para evitar este tipo de câncer, o HA promoveu uma ação especial, com o apoio de uma unidade móvel, na praça Francisco Barreto, em Barretos (SP). Médicas especialistas em dermatologia e uma equipe formada por enfermeiros e técnicos estavam à disposição para avaliar as pessoas com lesões de pele suspeitas para câncer de pele.
Além de 5 km de corrida, o grupo que optou por caminhada percorreu 2,5 km. No total, participaram cerca de 70 pessoas nas duas modalidades e os vencedores da competição foram presenteados com troféus e medalhas.

No último dia 30 de novembro, competidores e simpatizantes do esporte de diversas cidades participaram da 1ª “Corrida pela Vida”, promovida pelo Hospital de Amor Jales, em parceria com a TNV Sports e o atleta Jean Thiago. O evento, que aconteceu em apoio a campanha Novembro Azul, visou chamar a atenção para a prevenção do câncer de próstata, aliado a conscientização e prática esportiva.

Além de 5 km de corrida, o grupo que optou por caminhada percorreu 2,5 km. No total, participaram cerca de 70 pessoas nas duas modalidades e os vencedores da competição foram presenteados com troféus e medalhas.

Entre os competidores, Rafael Lazarini, que já disputou as principais competições do atletismo paraolímpico brasileiro, também esteve presente.

O atleta amador, Ricardo de Souza, conquistou a primeira posição na categoria geral masculina, como tempo de 17 minutos. Já na categoria geral feminina, quem ficou em primeiro lugar foi a atleta amadora, Mara Célia Araújo, completando a prova em 29 minutos. Entre os competidores, Rafael Lazarini, atleta de 33 anos que já disputou as principais competições do atletismo paraolímpico brasileiro, como as Paralimpíada do Rio 2016, na modalidade atleta guia da competidora Terezinha Guilhermina (atleta cega mais rápida do mundo e campeã brasileira de corrida paraolímpica), também esteve presente na corrida. Apesar de não competir mais, Rafael reconhece a importância do esporte aliado à conscientização do câncer de próstata. “Para mim, todo incentivo ao esporte é válido, ainda mais aliado a uma causa tão importante. Cuidar da saúde é essencial, em todos os sentidos”, ressaltou.

Outro participante muito especial foi o pequeno Miguel Antoniassi, de 7 anos. Como não houve número suficiente para abrir uma disputa infantil, o garoto resolveu participar da competição com os adultos. Ele correu 5 km em 26 minutos, ao lado do pai Paulo Cesar, da mãe Alessandra e dos irmãos Raul e Paulo. No final, toda a família subiu ao pódio.

O evento foi realizado graças aos patrocinadores e apoiadores do Hospital: Unimed, Fernando Neto (personal trainer), Alimentare Produtos Alimentícios, Associação de Voluntários no Combate ao Câncer (AVCC), Casa Sport II, DX Sport, ETEC Jales, Leandro Bazam, Max Muscle, Mendonça Frutas, Radical Capacetes, Sabesp, New Corpus, Secretaria Municipal de Saúde, Radical Capacetes e Unijales.

“Esse evento foi um desafio para o hospital, pois nunca realizamos nada nesse formato. Ficamos felizes por receber muitos atletas e demais praticantes da modalidade como apoiadores da causa. Associar prevenção e esporte foi o grande objetivo dessa mobilização”, afirmou a gerente administrativa da unidade de Jales, Camila Venturini.

Criada em 2012, a ação acontece todos os anos, simultaneamente em centenas de municípios brasileiros e também em cidades do exterior, durante o último domingo do mês de novembro.

Com o objetivo de conscientizar a população sobre os sinais e sintomas do câncer infantojuvenil e a importância do diagnóstico precoce da doença, o Hospital de Amor realizou, no último domingo, 24 de novembro, a 8ª edição da “Caminhada Passos que Salvam”. Criada em 2012, a ação acontece todos os anos, simultaneamente em centenas de municípios brasileiros e também em cidades do exterior, durante o último domingo do mês de novembro. A escolha da data está relacionada à proximidade com o “Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil”, celebrado no dia 23/11.

Em apenas 8 anos, o projeto já ajudou a aumentar a taxa de cura do câncer infantojuvenil de 55% para 70%, alcançando milhares de crianças e adolescentes. Este ano, mais de 650 cidades do país foram mobilizadas, superando o número das edições anteriores.

Entre os sinais e sintomas mais comuns da doença, estão manchas roxas pelo corpo, dores de cabeça, vômito, perda de peso, fraqueza e dores nos ossos, sintomas que parecem comuns da infância e podem ser confundidos com doenças que acometem crianças e adolescentes, mas também podem ser o primeiro sinal de que há algo errado acontecendo.

Dr. Luiz Fernando (diretor médico do Hospital de Amor Infantojuvenil) e o índio Heverton Costa (paciente do HA).

De acordo com o diretor médico do Hospital de Amor Infantojuvenil, Luiz Fernando Lopes, a unidade infantojuvenil do HA tem todas as condições de tratar as crianças com a mesma qualidade dos países com alto nível de desenvolvimento (especialistas experientes, medicamentos adequados e uma excelente estrutura), mas nada disso impacta na vida das crianças se elas não chegarem precocemente para o tratamento. “A Passos que Salvam possui três grandes focos: o primeiro é conscientizar a população sobre a existência do câncer em crianças e adolescentes, ressaltando a importância deles chegarem precocemente ao Hospital para tratamento e alertando sobre os principais sinais e sintomas; o segundo é voltado para a captação de recursos com a venda dos kits, ajudando a custear exames e procedimentos que não são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS); e o terceiro é o mais importante: a partir da caminhada, cada município participante tem a chance de enviar um médico para realizar uma capacitação no Hospital de Amor. Eles passam a reconhecer os tumores precocemente e ficam em contato direto com os profissionais do HA, permitindo que as crianças e adolescentes cheguem o quanto antes para tratamento, aumentando suas chances de cura. Ou seja, graças à Passos que Salvam nós conseguimos reduzir em 20% o diagnóstico tardio e, com as próximas edições, acreditamos que vamos conseguir ainda mais! É uma mobilização que só nos traz ganhos!”, declarou.

Para a coordenadora da ação, Naima Khatib, o objetivo da Caminhada é trazer à discussão a importância dessa conscientização, de maneira lúdica, envolvendo assim toda a sociedade, de modo que permita com que mais diagnósticos precoces aconteçam, consequentemente, haverá maior chances de cura, sendo ampliadas para até 95%.

Caminhando a caráter
Heverton Felipe Soares Costa, de 12 anos, foi a caráter para a caminhada e encantou a todos. Vindo de uma tribo indígena de Boa Vista, capital do estado de Roraima, ele faz tratamento no Hospital de Amor e, pela primeira vez, pôde receber alta médica para participar da ação. O pai, Laersio Matias Mendes, que acompanha o filho em Barretos (SP), reconhece a importância dessa mobilização para as crianças como o Heverton, que lutam contra o câncer. “Essa caminhada nos mostra o quanto existem pessoas especiais que ajudam o Hospital. Nós, indígenas, precisamos muito dessa ajuda, e eu fico muito feliz em saber que meu filho está aqui. Adoramos a caminhada e tenho certeza de que o povo de Roraima também abraçou essa causa”, finalizou.

Vera Lucia é voluntária há 15 anos e há 3, participa da “Passos que Salvam”.

Voluntariado
E não foram apenas os profissionais e pacientes do Hospital de Amor que acordaram cedinho no domingo para dar os ‘passos que salvam vidas’. Há 15 anos atuando como voluntária, a assistente social Vera Lucia Ribeiro Pena participou, pelo terceiro ano, da “Caminhada Passos que Salvam”. O motivo? “Por conta da importância da caminhada e, principalmente, da conscientização sobre a prevenção do câncer infantojuvenil. A prevenção é o único caminho para a cura. Eu pretendo estar aqui por mais muito outros anos, pois não há dinheiro que pague poder fazer parte disso!”, esclareceu a voluntária.

Este ano, mais de 650 cidades do país foram mobilizadas.

Números que salvam
Em 2012, ocorreu a primeira mobilização, 19 municípios do Estado de São Paulo e dois de Rondônia caminharam, levando a população, empresas e entidades para participar do evento. Já no ano seguinte, o número mais que quadruplicou: 80 municípios participaram da caminhada em oito estados. A terceira edição foi ainda melhor: 201 cidades em 11 estados brasileiros caminharam juntas, no mesmo dia e horário, levando mais de 150 mil pessoas às ruas. Em 2015, foram 306 cidades de 12 estados que caminharam, comprometidos na luta contra o câncer infantojuvenil. Em 2017 a caminhada mobilizou 300 mil pessoas em cerca de 500 cidades de todo o Brasil. No ano passado, cerca de 600 cidades, em 19 estados do país, além de um grupo de brasileiros que reside em Londres, no Reino Unido, se uniram em favor dessa causa.

Captação de Recursos
Além de disseminar essas importantes informações, a “Caminhada Passos que Salvam” também possui uma ação para arrecadar fundos para o tratamento dos pacientes no Hospital de Amor Infantojuvenil. Ao adquirir um kit com camiseta, boné e ‘sacochila’, cada participante contribuiu com o valor de R$ 35,00, que foi direcionado à instituição.

Confira mais fotos da 8ª “Caminhada Passos que Salvam”, realizada em Barretos (SP), em nosso flickr oficial. Clique aqui.

Em apenas 8 anos, o projeto já ajudou a aumentar a taxa de cura do câncer infantojuvenil de 55% para 70%, alcançando milhares de crianças e adolescentes. Este ano, mais de 650 cidades do país foram mobilizadas, graças à equipe do Hospital de Amor responsável pela Caminhada.

 

Anualmente, o Núcleo de Educação em Câncer (NEC) do Hospital de Amor reúne educadores e profissionais da saúde para o “Simpósio de Educação em Saúde”, que neste ano aconteceu no dia 8 de novembro, com o intuito de promover o diálogo sobre temáticas que versam os campos da educação e da saúde, tendo em vista a troca de experiências e a oportunidade de pensar estratégias que embasem os trabalhos e projetos que interfiram na realidade e cotidiano da sociedade atual.

O Simpósio contou com a apresentação de trabalhos orais e pôsteres, além das apresentações artísticas do Grupo Virtuoso e do Coral Acordes Vocais.

Em sua quarta edição, o evento trouxe como temática central a importante relação entre o bem-estar mental e a educação, trabalhada por meio de workshops e palestras ministradas por nomes de destaque no cenário nacional, como a neurocientista Carla Tieppo, doutora em ciências pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisadora e especialista sobre o funcionamento do sistema nervoso e suas relações com a mente e o comportamento humano.

Segundo a Dra. Carla Tieppo, existe um aspecto muito importante em se trabalhar a saúde mental dentro da educação, “fundamentalmente porque preservar a saúde mental e trabalhar a prevenção em patologias de saúde mental está diretamente relacionada a qualidade de vida. E qualidade de vida é algo que a gente constrói, é algo que se educa para ter”, ressalta.

O coordenador do NEC, Gerson Lucio Vieira, explica que a temática escolhida vai de encontro com o propósito do Núcleo, que é a de impulsionar e propagar informações que promovam conhecimento sobre qualidade de vida e promoção de saúde, tornando o indivíduo autônomo, independente e consciente no que diz respeito ao seu bem-estar físico e mental.

Com cerca de 140 participantes, o Simpósio contou, ainda, com a apresentação de trabalhos orais e pôsteres, além das apresentações artísticas do Grupo Virtuoso e do Coral Acordes Vocais, formado por médicos, pesquisadores e colaboradores do Hospital de Amor.

 

Em sua quarta edição, o evento trouxe como temática central a importante relação entre o bem-estar mental e a educação, trabalhada por meio de workshops e palestras ministradas por nomes de destaque no cenário nacional.

Publicado em 19 de nov de 2019   |   Artigos, Destaques, Institucional, Ensino e Pesquisa, Prevenção