fbpx

Oncologia Clínica: A quimioterapia e seus efeitos colaterais

No Hospital de Amor, são realizados mais de 300 procedimentos quimioterápicos por dia.

A quimioterapia é um dos principais tipos de tratamento no combate ao câncer. Trata-se de uma terapia que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor. Estes remédios se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células ruins que estão formando a doença e impedindo, também, que elas se espalhem pelo organismo.
Para esclarecer as principais dúvidas sobre a quimioterapia e sua importância na luta contra o câncer, eliminar os mitos envolvendo esse tipo de tratamento e ainda saber mais informações sobre seus efeitos colaterais, o Hospital de Amor traz uma entrevista exclusiva com o oncologista clínico da instituição, Dr. Luís Eduardo Zucca. Confira!

1) Qual é o principal objetivo da quimioterapia no tratamento de câncer?
R.: Existem 4 tipos de tratamento com quimioterapia:
• A quimioterapia neoadjuvante: esse tipo de quimioterapia é utilizado antes de um tratamento curativo para um tumor localizado. Geralmente, faz-se sessões de quimioterapia para tentar a redução do tumor e, assim, no tratamento curativo (seja ele com radioterapia ou cirurgia), o resultado ser mais efetivo e eficaz. Dessa forma, há menos riscos do desenvolvimento de comorbidades (surgimento de outras doenças em simultâneo) para o paciente.

• A quimioterapia adjuvante: utilizada após um tratamento curativo (seja ele em cirurgia ou radioterapia), tem o objetivo de diminuir e tentar matar todas as micrometástases (células cancerígenas se multiplicam num local distante para formar pequenos tumores) que possivelmente possam ter ficado no corpo, diminuindo assim as chances do câncer voltar.

• A quimioterapia paliativa: como o próprio nome diz, serve para paliar (amenizar) os sintomas dos pacientes. Podem ser pacientes que estejam com dor (proporcionando a melhora a deles com o uso da quimioterapia) e, por última instância, para melhorar a sobrevida com medicamentos quimioterápicos paliativos nos casos de pacientes com tumores metastáticos (quando o câncer se espalha além do local de origem para outras partes do corpo).

• A quimioterapia concomitante à radioterapia: nestes casos, a quimioterapia serve como um veículo para aumentar a potência da radioterapia.

2) Ela é indicada para quais tipos de tumores?
R.: A quimioterapia (seja ela neoadjuvante, adjuvante, paliativa ou concomitante à radioterapia) é indicada para a maioria dos tumores malignos.

3) Como é realizado o procedimento?
R.: Existem, basicamente, 2 tipos principais de procedimentos quimioterápicos: a quimioterapia intravenosa (pela veia), na qual o paciente é puncionado por uma veia periférica ou mesmo por um port-a-cath (dispositivo colocado pelo cirurgião dentro de uma veia mais calibrosa – aquelas com maior dilatação – no corpo do paciente); e a quimioterapia injetável, que é feita em ambientes preparados para receber a quimioterapia com um enfermeiro especializado. Geralmente, os pacientes ficam de 30 minutos até 6 horas fazendo quimioterapia intravenosa. Além disso, existem também as quimioterapias administradas por via oral, nas quais o paciente leva para casa os comprimidos orais e ingere de acordo com o esquema quimioterápico que o médico fornece para ele.

4) Existe mais de um tipo de quimioterapia?
R.: Existem vários tipos de quimioterapias, desde as específicas para certo tipo de tumor, até a quimioterapia que nós tratamos para uma variedade de tumores.

5) Existem efeitos colaterais na utilização da quimioterapia? Quais?
R.: As quimioterapias têm alguns efeitos colaterais manejáveis. Dependendo do esquema de quimioterapia que o paciente recebe, podem ocasionar náuseas, vômitos, cansaço, fadiga e baixa energia. A questão central, também dependendo do esquema de quimioterapia, é que geralmente os tratamentos quimioterápicos não matam apenas as células ruins, atingindo células boas que se multiplicam rapidamente (como cabelo e unha). Então, alguns esquemas quimioterápicos podem ocasionar a queda de cabelo e algumas alterações, mas também as células de defesa do nosso corpo. Dessa forma, em alguns casos, elas podem deixar o nosso corpo mais vulnerável a infecções.

6) Quando esses efeitos aparecem, o que é preciso fazer?
R.: Quando qualquer um desses efeitos aparecer é necessário procurar o seu médico e procurar o hospital. Por exemplo, para os pacientes que estão fazendo quimioterapia e têm febre, a primeira recomendação indicada é a procura do Hospital para passar pela avaliação do médico, pois como a quimioterapia também mata as células boas, o corpo fica vulnerável à infecção. Uma vez que o paciente tenha infecção e células de defesa baixa, nós, médicos, precisamos iniciar antibióticos e terapias o mais rápido possível. Mas, existem outros efeitos colaterais também manejáveis, como náuseas, vômitos, fadigas, inclusive queda de cabelo.

7) Qual é o tempo mínimo e qual é o tempo máximo de duração da quimioterapia?
R.: Existem vários tempos de quimioterapia, desde as que duram 15 minutos, como a blaumicina; aquelas que podem durar o dia inteiro, como a cisplatina; ou até a quimioterapia que o paciente vai para casa com um dispositivo e a quimioterapia fica correndo durante 48 horas dentro do seu organismo.

8) O paciente que é submetido a esse tipo de tratamento pode seguir sua rotina de atividades/trabalho normalmente?
R.: Dependendo do tipo de quimioterapia e do esquema quimioterápico, sim, é possível viver normalmente, inclusive trabalhando, estudando, fazendo as atividades diárias. Isso porque, hoje em dia, a maioria dos efeitos colaterais é bastante controlável, porém, sempre é necessário respeitar o próprio corpo.

9) Em média, quais são os custos da quimioterapia?
R.: O custo da quimioterapia também é variável, desde quimioterapias mais baratas, até aquelas que custam de 20 a 30 mil reais por mês.

A quimioterapia é um dos principais tipos de tratamento no combate ao câncer. Trata-se de uma terapia que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor.

Publicado em 05 de ago de 2019   |   Artigos, Destaques, Institucional, Diagnóstico e Tratamento, Pacientes e Familiares
No Hospital de Amor, são realizados mais de 300 procedimentos quimioterápicos por dia.

A quimioterapia é um dos principais tipos de tratamento no combate ao câncer. Trata-se de uma terapia que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor. Estes remédios se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células ruins que estão formando a doença e impedindo, também, que elas se espalhem pelo organismo.
Para esclarecer as principais dúvidas sobre a quimioterapia e sua importância na luta contra o câncer, eliminar os mitos envolvendo esse tipo de tratamento e ainda saber mais informações sobre seus efeitos colaterais, o Hospital de Amor traz uma entrevista exclusiva com o oncologista clínico da instituição, Dr. Luís Eduardo Zucca. Confira!

1) Qual é o principal objetivo da quimioterapia no tratamento de câncer?
R.: Existem 4 tipos de tratamento com quimioterapia:
• A quimioterapia neoadjuvante: esse tipo de quimioterapia é utilizado antes de um tratamento curativo para um tumor localizado. Geralmente, faz-se sessões de quimioterapia para tentar a redução do tumor e, assim, no tratamento curativo (seja ele com radioterapia ou cirurgia), o resultado ser mais efetivo e eficaz. Dessa forma, há menos riscos do desenvolvimento de comorbidades (surgimento de outras doenças em simultâneo) para o paciente.

• A quimioterapia adjuvante: utilizada após um tratamento curativo (seja ele em cirurgia ou radioterapia), tem o objetivo de diminuir e tentar matar todas as micrometástases (células cancerígenas se multiplicam num local distante para formar pequenos tumores) que possivelmente possam ter ficado no corpo, diminuindo assim as chances do câncer voltar.

• A quimioterapia paliativa: como o próprio nome diz, serve para paliar (amenizar) os sintomas dos pacientes. Podem ser pacientes que estejam com dor (proporcionando a melhora a deles com o uso da quimioterapia) e, por última instância, para melhorar a sobrevida com medicamentos quimioterápicos paliativos nos casos de pacientes com tumores metastáticos (quando o câncer se espalha além do local de origem para outras partes do corpo).

• A quimioterapia concomitante à radioterapia: nestes casos, a quimioterapia serve como um veículo para aumentar a potência da radioterapia.

2) Ela é indicada para quais tipos de tumores?
R.: A quimioterapia (seja ela neoadjuvante, adjuvante, paliativa ou concomitante à radioterapia) é indicada para a maioria dos tumores malignos.

3) Como é realizado o procedimento?
R.: Existem, basicamente, 2 tipos principais de procedimentos quimioterápicos: a quimioterapia intravenosa (pela veia), na qual o paciente é puncionado por uma veia periférica ou mesmo por um port-a-cath (dispositivo colocado pelo cirurgião dentro de uma veia mais calibrosa – aquelas com maior dilatação – no corpo do paciente); e a quimioterapia injetável, que é feita em ambientes preparados para receber a quimioterapia com um enfermeiro especializado. Geralmente, os pacientes ficam de 30 minutos até 6 horas fazendo quimioterapia intravenosa. Além disso, existem também as quimioterapias administradas por via oral, nas quais o paciente leva para casa os comprimidos orais e ingere de acordo com o esquema quimioterápico que o médico fornece para ele.

4) Existe mais de um tipo de quimioterapia?
R.: Existem vários tipos de quimioterapias, desde as específicas para certo tipo de tumor, até a quimioterapia que nós tratamos para uma variedade de tumores.

5) Existem efeitos colaterais na utilização da quimioterapia? Quais?
R.: As quimioterapias têm alguns efeitos colaterais manejáveis. Dependendo do esquema de quimioterapia que o paciente recebe, podem ocasionar náuseas, vômitos, cansaço, fadiga e baixa energia. A questão central, também dependendo do esquema de quimioterapia, é que geralmente os tratamentos quimioterápicos não matam apenas as células ruins, atingindo células boas que se multiplicam rapidamente (como cabelo e unha). Então, alguns esquemas quimioterápicos podem ocasionar a queda de cabelo e algumas alterações, mas também as células de defesa do nosso corpo. Dessa forma, em alguns casos, elas podem deixar o nosso corpo mais vulnerável a infecções.

6) Quando esses efeitos aparecem, o que é preciso fazer?
R.: Quando qualquer um desses efeitos aparecer é necessário procurar o seu médico e procurar o hospital. Por exemplo, para os pacientes que estão fazendo quimioterapia e têm febre, a primeira recomendação indicada é a procura do Hospital para passar pela avaliação do médico, pois como a quimioterapia também mata as células boas, o corpo fica vulnerável à infecção. Uma vez que o paciente tenha infecção e células de defesa baixa, nós, médicos, precisamos iniciar antibióticos e terapias o mais rápido possível. Mas, existem outros efeitos colaterais também manejáveis, como náuseas, vômitos, fadigas, inclusive queda de cabelo.

7) Qual é o tempo mínimo e qual é o tempo máximo de duração da quimioterapia?
R.: Existem vários tempos de quimioterapia, desde as que duram 15 minutos, como a blaumicina; aquelas que podem durar o dia inteiro, como a cisplatina; ou até a quimioterapia que o paciente vai para casa com um dispositivo e a quimioterapia fica correndo durante 48 horas dentro do seu organismo.

8) O paciente que é submetido a esse tipo de tratamento pode seguir sua rotina de atividades/trabalho normalmente?
R.: Dependendo do tipo de quimioterapia e do esquema quimioterápico, sim, é possível viver normalmente, inclusive trabalhando, estudando, fazendo as atividades diárias. Isso porque, hoje em dia, a maioria dos efeitos colaterais é bastante controlável, porém, sempre é necessário respeitar o próprio corpo.

9) Em média, quais são os custos da quimioterapia?
R.: O custo da quimioterapia também é variável, desde quimioterapias mais baratas, até aquelas que custam de 20 a 30 mil reais por mês.

A quimioterapia é um dos principais tipos de tratamento no combate ao câncer. Trata-se de uma terapia que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor.

Publicado em 05 de ago de 2019   |   Artigos, Destaques, Institucional, Diagnóstico e Tratamento, Pacientes e Familiares