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Simpósio comemora os 20 anos da videolaparoscopia no Hospital de Amor

Para celebrar os 20 anos da realização da primeira videolaparoscopia no HA e os milhares de procedimentos realizados até o momento, médicos e profissionais que fazem parte dessa história se reuniram em um simpósio comemorativo.

Neste ano, o Hospital de Amor comemora os 20 anos da realização da primeira videolaparoscopia realizada na instituição, técnica que hoje é rotina no tratamento de muitos pacientes. Para celebrar a data e os milhares de procedimentos realizados até o momento, médicos e profissionais que fazem parte dessa história se reuniram em um simpósio comemorativo, no último dia 29 de novembro, que, além de abordar a evolução na indicação do procedimento ao longo dos anos, trouxe discussões sobre o que há de mais inovador na área, sobretudo, na segurança e utilização da tecnologia e novos materiais para a realização da videolaparoscopia.

Segundo o presidente do Hospital de Amor, Henrique Duarte Prata, a decisão de trazer a técnica para a instituição, mesmo com as dificuldades apresentadas na época, foi baseada no objetivo de sempre levar o melhor e mais adequado tratamento aos pacientes. De acordo com o médico titular do departamento do digestivo baixo do HA, Dr. Marcos Denadai, o uso da videolaparoscopia no HA foi fundamental para o avanço e melhoria da tecnologia no Brasil e no mundo, sobretudo, no tratamento oncológico.

Desde 2011, a parceria entre o Hospital de Amor e o Instituto de Treinamento em Técnicas Minimante Invasivas e Cirurgia Robótica – IRCAD – transformou a cidade de Barretos em uma referência também na formação de cirurgiões especialistas técnicas minimamente invasivas, recebendo profissionais de toda a América Latina.

O evento também contou com a presença do fundador e coordenador científico IRCAD, Jacques Marescaux; do médico que iniciou o trabalho com essas técnicas em Barretos e um dos maiores nomes no tratamento cirúrgico das afecções do colón e reto, Dr. Armando Melani; e do cirurgião e coordenador científico do IRCAD, Dr. Luís Gustavo Romagnolo.

Além do presidente do HA, Henrique Prata, médicos e profissionais do instituição, o evento também contou com a presença do fundador e coordenador científico IRCAD, Jacques Marescaux; do médico que iniciou o trabalho com essas técnicas em Barretos e um dos maiores nomes no tratamento cirúrgico das afecções do colón e reto, Dr. Armando Melani; e do cirurgião e coordenador científico do IRCAD, Dr. Luís Gustavo Romagnolo.
Dentro de um centro de tratamento oncológico, o nutricionista exerce funções tanto na produção de refeições, quanto na área clínica.

O nutricionista é um profissional da área da saúde que estuda os alimentos e o efeito que eles produzem nos organismos. Ele pode atuar em diversas áreas, desde a prescrição de dietas para indivíduos até o acompanhamento de atletas profissionais, passando por pesquisa, entre outros.

No dia 31 de agosto é celebrado, anualmente, o Dia do Nutricionista – data que recorda a criação da Associação Brasileira de Nutricionistas (ABN), fundada no ano de 1949. O Hospital de Amor, preocupado em oferecer o melhor e mais digno tratamento aos seus pacientes, reconhece a importância deste especialista e aproveita a data para homenageá-lo.

Dentro de um centro de tratamento oncológico, este profissional exerce funções tanto na produção de refeições, quanto na área clínica. Os nutricionistas de produção acompanham toda a cadeia de recebimento até a distribuição dos alimentos, garantindo condições higiênico-sanitárias adequadas e qualidade no alimento servido ao paciente e ao colaborador da instituição. “O papel do nutricionista é fundamental para a boa saúde do indivíduo. Em um centro oncológico, esta função torna-se ainda mais importante, já que os pacientes, muitas vezes, estão com seu estado nutricional prejudicado pela doença ou pelo tratamento. Comer é uma ação simples, porém de um significado e de uma importância enorme. Devolver, facilitar e/ou melhorar esta atividade na vida de um indivíduo é mais do que nutrir o organismo, é alimentar sua esperança de viver melhor”, afirmou a coordenadora do departamento de nutrição do HA, Camila Avi.

Em média, 60% dos alimentos utilizados pelo Hospital de Amor vêm de doação.

Nutricionistas no Hospital de Amor
O departamento de nutrição do Hospital de Amor conta com 113 colaboradores (técnicos, administrativos e operacionais), dentre eles, 14 são nutricionistas, que se dividem entre as unidades: central, Hospital de Amor Infantojuvenil, Hospital São Judas Tadeu – a unidade de cuidados paliativos e de atenção ao idoso, Hospital Nossa Senhora, AME, alojamentos e creche.

São 3 toneladas (em média) de alimentos produzidas por dia e 200 mil (em média) refeições servidas por mês. E não são só os pacientes que recebem acompanhamento nutricional. De acordo com a coordenadora, o cardápio destinado aos colaboradores da instituição, que contém café da manhã, almoço, jantar e ceia, também é elaborado de forma balanceada, afim de atender todas as necessidades nutricionais. “Há um controle higiênico-sanitário para garantir a segurança alimentar e saúde do indivíduo. Além disso, em datas comemorativas, a equipe prepara um cardápio diferenciado, com o objetivo de acolher o funcionário, para que ele tenha uma refeição mais agradável”, esclareceu Camila.

A importância das doações
A mobilização da sociedade é de extrema relevância para o bom andamento do setor de nutrição do Hospital de Amor. Em média, 60% dos alimentos utilizados pela instituição vêm de doação.

Entre os alimentos doados mais solicitados, destacam-se: arroz, feijão, café, açúcar, óleo, leite, macarrão, fubá, sal, vinagre, achocolatado e biscoitos, por serem alimentos utilizados diariamente pela entidade.

O departamento de nutrição do HAr conta com 113 colaboradores (técnicos, administrativos e operacionais), dentre eles, 14 são nutricionistas, que se dividem entre as unidades: central, Hospital de Amor Infantojuvenil, Hospital São Judas Tadeu – a unidade de cuidados paliativos e de atenção ao idoso, Hospital Nossa Senhora, AME, alojamentos e creche.

É muito comum se ouvir o termo ‘radioterapia’ durante um tratamento de câncer. O procedimento pode ser utilizado como um dos principais no combate à doença, agindo como adjuvante (após as cirurgias), como neoadjuvante (antes das cirurgias), como paliativo (para alívio de sintomas) e como tratamento de metástases. Nela, as radiações ionizantes (forma de radiação que tem energia suficiente para ionizar os átomos, retirando os elétrons mais próximos dos núcleos atômicos) destroem as células cancerígenas e as inibem de continuar crescendo. O número de aplicações necessárias pode variar de acordo com a extensão e a localização do tumor, dos resultados dos exames e do estado de saúde do paciente. Dependendo do local onde a doença está, a radioterapia pode ser realizada através de outro método, conhecido como Braquiterapia.

A braquiterapia traz vários benefícios ao paciente, entre eles, a diminuição no tempo de tratamento.

O que é a braquiterapia?
A braquiterapia é um dos tipos de tratamento radioterápicos onde os aplicadores são colocados em contato muito próximo ao tumor, permitindo entregar altas doses de radiação em um curto intervalo de tempo. Segundo o médico rádio-oncologista do Hospital de Amor, Dr. Fábio de Lima Costa Faustino, entre os vários tipos de câncer que podem ser tratados por meio desta alternativa, destacam-se dois muito frequentes: tumores de próstata e ginecológicos. “Aquilo que geralmente é tratado em 39 sessões (radioterapia externa), pode ser feito, com segurança, em duas ou apenas uma sessão na braquiterapia, dependendo do tipo de tumor e das necessidades de cada paciente”, afirmou.

Desde 2014 sendo aplicada na instituição, mais de 100 pacientes já foram beneficiados com a técnica.

Todos os pacientes podem se beneficiar da braquiterapia?
Para usufruir desse procedimento, o paciente não pode ter restrição anestésica (anestesia raquidiana), apresentar doenças inflamatórias preexistentes ou qualquer alteração anatômica considerável. “A técnica de braquiterapia é muito utilizada nos casos de câncer de próstata, pois é possível dar uma alta dose de radiação num intervalo de tempo curto, protegendo os órgãos normais ao redor do tumor”, declarou o médico.

Além da redução do número de sessões e, consequentemente, da diminuição do tempo de tratamento, Dr. Fábio lista diversas outras vantagens que a técnica traz ao paciente oncológico: “a realização do procedimento de braquiterapia gira em torno de duas horas; o paciente é liberado no mesmo dia para ir para casa; os efeitos colaterais são minimizados; a exposição às doses de radiação é reduzida, quando comparada à radioterapia externa; e as chances de sequelas são muito menores”.

De acordo com Faustino, esse tipo de procedimento ainda é pouco utilizado no Brasil. “São poucos os serviços privados que contam com a braquiterapia. Acredito que através do Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital de Amor ainda é a única instituição oncológica a oferecer”.

Orson foi submetido à braquiterapia e tornou-se um caso de sucesso.

Caso de sucesso
O sociólogo Orson Camargo, de 56 anos, realizou seu tratamento contra um câncer de próstata no Hospital de Amor, em 2015. Enquanto esteve na instituição e durante seus procedimentos, ele foi submetido à técnica de braquiterapia de alta taxa de dose e tornou-se um caso de sucesso!

Ao realizar um exame preventivo em meio à campanha ‘Novembro Azul’, foi diagnosticado com a doença, ainda em estágio inicial. Depois de algumas consultas e exames, os médicos decidiram que a braquiterapia era a melhor opção de tratamento para o Orson. “Ao agendar o procedimento, fui internado para preparação. No segundo dia, fizemos duas sessões de braquiterapia, e no terceiro, já estava em casa. Foi tudo muito rápido, indolor e eficaz”, contou Orson.

Para o sociólogo, o método utilizado em seu tratamento foi a melhor escolha, pois, além de deixá-lo tranquilo e confiante, ele também não sofreu com nenhuma reação física. “A sequela que tive após o tratamento, devido à ‘destruição’ da próstata, foi a redução praticamente total do líquido seminal produzido pelo órgão. O ‘estrangulamento’ da uretra causa certa dificuldade de urinar e, eventualmente, de manter a ereção no ato sexual. Porém, as duas últimas implicações foram totalmente resolvidas com remédios que são administrados diariamente”.

Atualmente, o sociólogo de Piracicaba (SP) realiza consultas no HA apenas para acompanhamento. “Por incrível que pareça, é sempre uma alegria ir ao Hospital de Amor ter minhas consultas de acompanhamento. Óbvio que isso se deve ao resultado positivo do procedimento de braquiterapia, mas o afeto e o carinho (principalmente daqueles que trabalharam diretamente na minha luta) são inigualáveis e sempre comemoramos o sucesso do tratamento, o respeito mútuo e a alegria de estarmos com saúde”, finalizou Orson.


Publicado em 18 de fev de 2019   |   Artigos, Destaques, Institucional, Diagnóstico e Tratamento, Pacientes e Familiares
Para celebrar os 20 anos da realização da primeira videolaparoscopia no HA e os milhares de procedimentos realizados até o momento, médicos e profissionais que fazem parte dessa história se reuniram em um simpósio comemorativo.

Neste ano, o Hospital de Amor comemora os 20 anos da realização da primeira videolaparoscopia realizada na instituição, técnica que hoje é rotina no tratamento de muitos pacientes. Para celebrar a data e os milhares de procedimentos realizados até o momento, médicos e profissionais que fazem parte dessa história se reuniram em um simpósio comemorativo, no último dia 29 de novembro, que, além de abordar a evolução na indicação do procedimento ao longo dos anos, trouxe discussões sobre o que há de mais inovador na área, sobretudo, na segurança e utilização da tecnologia e novos materiais para a realização da videolaparoscopia.

Segundo o presidente do Hospital de Amor, Henrique Duarte Prata, a decisão de trazer a técnica para a instituição, mesmo com as dificuldades apresentadas na época, foi baseada no objetivo de sempre levar o melhor e mais adequado tratamento aos pacientes. De acordo com o médico titular do departamento do digestivo baixo do HA, Dr. Marcos Denadai, o uso da videolaparoscopia no HA foi fundamental para o avanço e melhoria da tecnologia no Brasil e no mundo, sobretudo, no tratamento oncológico.

Desde 2011, a parceria entre o Hospital de Amor e o Instituto de Treinamento em Técnicas Minimante Invasivas e Cirurgia Robótica – IRCAD – transformou a cidade de Barretos em uma referência também na formação de cirurgiões especialistas técnicas minimamente invasivas, recebendo profissionais de toda a América Latina.

O evento também contou com a presença do fundador e coordenador científico IRCAD, Jacques Marescaux; do médico que iniciou o trabalho com essas técnicas em Barretos e um dos maiores nomes no tratamento cirúrgico das afecções do colón e reto, Dr. Armando Melani; e do cirurgião e coordenador científico do IRCAD, Dr. Luís Gustavo Romagnolo.

Além do presidente do HA, Henrique Prata, médicos e profissionais do instituição, o evento também contou com a presença do fundador e coordenador científico IRCAD, Jacques Marescaux; do médico que iniciou o trabalho com essas técnicas em Barretos e um dos maiores nomes no tratamento cirúrgico das afecções do colón e reto, Dr. Armando Melani; e do cirurgião e coordenador científico do IRCAD, Dr. Luís Gustavo Romagnolo.
Dentro de um centro de tratamento oncológico, o nutricionista exerce funções tanto na produção de refeições, quanto na área clínica.

O nutricionista é um profissional da área da saúde que estuda os alimentos e o efeito que eles produzem nos organismos. Ele pode atuar em diversas áreas, desde a prescrição de dietas para indivíduos até o acompanhamento de atletas profissionais, passando por pesquisa, entre outros.

No dia 31 de agosto é celebrado, anualmente, o Dia do Nutricionista – data que recorda a criação da Associação Brasileira de Nutricionistas (ABN), fundada no ano de 1949. O Hospital de Amor, preocupado em oferecer o melhor e mais digno tratamento aos seus pacientes, reconhece a importância deste especialista e aproveita a data para homenageá-lo.

Dentro de um centro de tratamento oncológico, este profissional exerce funções tanto na produção de refeições, quanto na área clínica. Os nutricionistas de produção acompanham toda a cadeia de recebimento até a distribuição dos alimentos, garantindo condições higiênico-sanitárias adequadas e qualidade no alimento servido ao paciente e ao colaborador da instituição. “O papel do nutricionista é fundamental para a boa saúde do indivíduo. Em um centro oncológico, esta função torna-se ainda mais importante, já que os pacientes, muitas vezes, estão com seu estado nutricional prejudicado pela doença ou pelo tratamento. Comer é uma ação simples, porém de um significado e de uma importância enorme. Devolver, facilitar e/ou melhorar esta atividade na vida de um indivíduo é mais do que nutrir o organismo, é alimentar sua esperança de viver melhor”, afirmou a coordenadora do departamento de nutrição do HA, Camila Avi.

Em média, 60% dos alimentos utilizados pelo Hospital de Amor vêm de doação.

Nutricionistas no Hospital de Amor
O departamento de nutrição do Hospital de Amor conta com 113 colaboradores (técnicos, administrativos e operacionais), dentre eles, 14 são nutricionistas, que se dividem entre as unidades: central, Hospital de Amor Infantojuvenil, Hospital São Judas Tadeu – a unidade de cuidados paliativos e de atenção ao idoso, Hospital Nossa Senhora, AME, alojamentos e creche.

São 3 toneladas (em média) de alimentos produzidas por dia e 200 mil (em média) refeições servidas por mês. E não são só os pacientes que recebem acompanhamento nutricional. De acordo com a coordenadora, o cardápio destinado aos colaboradores da instituição, que contém café da manhã, almoço, jantar e ceia, também é elaborado de forma balanceada, afim de atender todas as necessidades nutricionais. “Há um controle higiênico-sanitário para garantir a segurança alimentar e saúde do indivíduo. Além disso, em datas comemorativas, a equipe prepara um cardápio diferenciado, com o objetivo de acolher o funcionário, para que ele tenha uma refeição mais agradável”, esclareceu Camila.

A importância das doações
A mobilização da sociedade é de extrema relevância para o bom andamento do setor de nutrição do Hospital de Amor. Em média, 60% dos alimentos utilizados pela instituição vêm de doação.

Entre os alimentos doados mais solicitados, destacam-se: arroz, feijão, café, açúcar, óleo, leite, macarrão, fubá, sal, vinagre, achocolatado e biscoitos, por serem alimentos utilizados diariamente pela entidade.

O departamento de nutrição do HAr conta com 113 colaboradores (técnicos, administrativos e operacionais), dentre eles, 14 são nutricionistas, que se dividem entre as unidades: central, Hospital de Amor Infantojuvenil, Hospital São Judas Tadeu – a unidade de cuidados paliativos e de atenção ao idoso, Hospital Nossa Senhora, AME, alojamentos e creche.

É muito comum se ouvir o termo ‘radioterapia’ durante um tratamento de câncer. O procedimento pode ser utilizado como um dos principais no combate à doença, agindo como adjuvante (após as cirurgias), como neoadjuvante (antes das cirurgias), como paliativo (para alívio de sintomas) e como tratamento de metástases. Nela, as radiações ionizantes (forma de radiação que tem energia suficiente para ionizar os átomos, retirando os elétrons mais próximos dos núcleos atômicos) destroem as células cancerígenas e as inibem de continuar crescendo. O número de aplicações necessárias pode variar de acordo com a extensão e a localização do tumor, dos resultados dos exames e do estado de saúde do paciente. Dependendo do local onde a doença está, a radioterapia pode ser realizada através de outro método, conhecido como Braquiterapia.

A braquiterapia traz vários benefícios ao paciente, entre eles, a diminuição no tempo de tratamento.

O que é a braquiterapia?
A braquiterapia é um dos tipos de tratamento radioterápicos onde os aplicadores são colocados em contato muito próximo ao tumor, permitindo entregar altas doses de radiação em um curto intervalo de tempo. Segundo o médico rádio-oncologista do Hospital de Amor, Dr. Fábio de Lima Costa Faustino, entre os vários tipos de câncer que podem ser tratados por meio desta alternativa, destacam-se dois muito frequentes: tumores de próstata e ginecológicos. “Aquilo que geralmente é tratado em 39 sessões (radioterapia externa), pode ser feito, com segurança, em duas ou apenas uma sessão na braquiterapia, dependendo do tipo de tumor e das necessidades de cada paciente”, afirmou.

Desde 2014 sendo aplicada na instituição, mais de 100 pacientes já foram beneficiados com a técnica.

Todos os pacientes podem se beneficiar da braquiterapia?
Para usufruir desse procedimento, o paciente não pode ter restrição anestésica (anestesia raquidiana), apresentar doenças inflamatórias preexistentes ou qualquer alteração anatômica considerável. “A técnica de braquiterapia é muito utilizada nos casos de câncer de próstata, pois é possível dar uma alta dose de radiação num intervalo de tempo curto, protegendo os órgãos normais ao redor do tumor”, declarou o médico.

Além da redução do número de sessões e, consequentemente, da diminuição do tempo de tratamento, Dr. Fábio lista diversas outras vantagens que a técnica traz ao paciente oncológico: “a realização do procedimento de braquiterapia gira em torno de duas horas; o paciente é liberado no mesmo dia para ir para casa; os efeitos colaterais são minimizados; a exposição às doses de radiação é reduzida, quando comparada à radioterapia externa; e as chances de sequelas são muito menores”.

De acordo com Faustino, esse tipo de procedimento ainda é pouco utilizado no Brasil. “São poucos os serviços privados que contam com a braquiterapia. Acredito que através do Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital de Amor ainda é a única instituição oncológica a oferecer”.

Orson foi submetido à braquiterapia e tornou-se um caso de sucesso.

Caso de sucesso
O sociólogo Orson Camargo, de 56 anos, realizou seu tratamento contra um câncer de próstata no Hospital de Amor, em 2015. Enquanto esteve na instituição e durante seus procedimentos, ele foi submetido à técnica de braquiterapia de alta taxa de dose e tornou-se um caso de sucesso!

Ao realizar um exame preventivo em meio à campanha ‘Novembro Azul’, foi diagnosticado com a doença, ainda em estágio inicial. Depois de algumas consultas e exames, os médicos decidiram que a braquiterapia era a melhor opção de tratamento para o Orson. “Ao agendar o procedimento, fui internado para preparação. No segundo dia, fizemos duas sessões de braquiterapia, e no terceiro, já estava em casa. Foi tudo muito rápido, indolor e eficaz”, contou Orson.

Para o sociólogo, o método utilizado em seu tratamento foi a melhor escolha, pois, além de deixá-lo tranquilo e confiante, ele também não sofreu com nenhuma reação física. “A sequela que tive após o tratamento, devido à ‘destruição’ da próstata, foi a redução praticamente total do líquido seminal produzido pelo órgão. O ‘estrangulamento’ da uretra causa certa dificuldade de urinar e, eventualmente, de manter a ereção no ato sexual. Porém, as duas últimas implicações foram totalmente resolvidas com remédios que são administrados diariamente”.

Atualmente, o sociólogo de Piracicaba (SP) realiza consultas no HA apenas para acompanhamento. “Por incrível que pareça, é sempre uma alegria ir ao Hospital de Amor ter minhas consultas de acompanhamento. Óbvio que isso se deve ao resultado positivo do procedimento de braquiterapia, mas o afeto e o carinho (principalmente daqueles que trabalharam diretamente na minha luta) são inigualáveis e sempre comemoramos o sucesso do tratamento, o respeito mútuo e a alegria de estarmos com saúde”, finalizou Orson.


Publicado em 18 de fev de 2019   |   Artigos, Destaques, Institucional, Diagnóstico e Tratamento, Pacientes e Familiares